Projeto @mar's profileProjeto @mar-Integracao ...PhotosBlogLists Tools Help
There are no photo albums.

.Integracao Tecnologica a Educacao .

Occupation
Location
Interests
Olá, Somos a Família Tiscornia Selaibe, velejadores da cidade de Niterói –RJ, e desde 2002 estamos nos preparando para uma viagem de volta ao mundo em um veleiro.
Estamos idealizando o uso de novas tecnologias como canal de comunicação entre jovens do ensino fundamental e médio de diferentes escolas publicas e privadas, que poderão ter acesso a um conteúdo elaborado e familiarização no aprendizado Digital, alem de poderem fazer parte de uma aventura de volta ao mundo.
Munidos de equipamentos de ultima geração para captação de imagens , editoração e transferência de dados a partir de 2008 disponibilizaremos para professores e alunos material didático (Documentários dinâmicos) multidisciplinares incluindo valores ecológicos, sociais e morais, proporcionando debates e discussões on line durante todo o período da viagem.
July 19

O TEMPO NÃO PARA

 
 
Animation12.gif 
 
  
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
 
 
 
O Tempo não para
 
 
 
Como referencia, a eletricidade (1873) passou a ser utilizada por 50 milhões de usuários no mundo apenas depois de 46 anos de existência. O automóvel foi criado em (1886) e somente 35 anos depois chegou a essa marca. O telefone (1876), idem: foram mais de três décadas para se disseminar. O rádio (1906), 22 anos. A televisão (1926), 26 anos. O forno de microondas (1953), 30 anos. O microcomputador (1975), 16 anos, e o celular (1983), 13 anos. 
 
A Internet alcançou essa marca em apenas quatro anos, entre 1995 e 1999, em seu período mais comercial. Em março de 2002, já éramos 561 milhões de pessoas plugadas à rede mundial de computadores. De acordo com cálculos do Instituto do Futuro, Califórnia (EUA), uma inovação tecnológica leva, em média, 30 anos para ser realmente absorvida pela sociedade. 
 
O que essas datas e números nos dizem objetivamente? Primeiramente, o que diferencia tão profundamente a Internet das outras descobertas e invenções humanas é o período de tempo de que ela precisou para entrar na vida de milhões de pessoas. Insignificante se comparado. Em segundo lugar, que ainda estamos vivendo um estágio de absorção dessa tecnologia. O que nos leva a crer que, independentemente dessa rápida disseminação, a Internet está hoje, sob uma perspectiva histórica, em uma fase de desenvolvimento embrionário. 
 
Se voltarmos mais na linha do tempo, veremos que a primeira aplicação da eletricidade à comunicação ocorreu no início do século 19 com o telégrafo de Morse. Aí começou a chamada "linguagem digital" e com ela surgiu um volume enorme de termos que não pára de crescer e que precisamos conhecer para participarmos das novas formas de comunicação. 
 
Não faz muito sentido, então, pensar em número de usuários da Internet para avaliar a sua importância e seu impacto em nossas vidas, pessoal e profissional. Para nós do Projeto @mar o que interessa - ou preocupa - é a rapidez com que ela se instala e passa a fazer parte de nossas vidas e de nossa comunidade - quer queiramos ou não, independentemente de julgamentos de valor. E como estamos lidando com isso. 
 
Já em setembro de 99, o News week publicava: "Não existe mais volta. Antes uma novidade, a Internet está transformando o modo como vivemos, pensamos, falamos, amamos, estudamos, fazemos dinheiro, visitamos o médico e elegemos o presidente. Não estamos mais falando sobre o futuro - isto está acontecendo aqui e agora". 
 
E é sob a pressão desse "aqui e agora" que surgem as tensões quando nós, nos propomos a incorporar essa nova tecnologia à prática pedagógica. Temos a sensação de que sempre estamos errados e equivocados. Sentimos que nossas convicções estão fragilizadas, que as hierarquias educacionais há muito internalizadas, resistem aos novos e complexos padrões de ensino que se impõem com força e velocidade assustadoras. 
 
Aí estão: a velocidade, o tempo. Tempo que nem sempre temos, mas de que precisamos. Tempo para uma ampla e profunda reflexão sobre a formação profissional do educador - onde, quando e como ocorreu e, principalmente, em que bases filosóficas ela se fundamenta. Tempo para passar por diferentes etapas de aprendizado e adquirir habilidades para "Lidar com as novas tecnologias". 
 
Tempo para tentar "ajustar" convicções prévias às condições concretas e objetivas com que nos deparamos na execução de projetos que utilizem a Internet, por exemplo. Tempo para reunir condições de associar os recursos que a máquina oferece aos objetivos de atividade docentes. Tempo para discutir, reavaliar e aprimorar as relações pessoais no ambiente Educacional. 
 
Ainda não existem receitas ou modelos, mas algumas certezas. A experiência nos garante: quando se tem sensibilidade e criatividade para se proporcionar esse tempo, temos grande chance de alcançar o objetivo maior: professores integrando não só positiva, mas criticamente novos recursos tecnológicos à sua prática. 
 
Para isso, há que se dedicar tempo, investir em formação e respeitar a trajetória de cada um que, nesse caso, é muito, muito particular mesmo. Diz um ditado popular que o tempo muda as coisas, mas diz também que, na realidade, quem tem de mudar é cada um de nós, com o tempo.
 
Mais que equipar as escolas com computadores e internet, seria fundamental que nossos governantes subsidiassem computadores com internet a cada professor do ensino fundamental e médio de escola publica e privada de todo o Brasil.
   
   
 
Bons Ventos!! 
 
 
 
 
Projeto @mar
  Integração de Tecnologia à Educação
 
 
 
 
  
July 09

EDUCADORES X RESISTÊNCIA

  
 
  Animation12.gif 
                                                                                                                                 
                                                                                               
 
  
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
 
 
 
Educadores X Resistência
 
 
Como explicar o fato de que após o surgimento de computadores, engenheiros e cientistas imediatamente identificaram sua utilidade e começarem a usá-los, enquanto a maior parte da classe profissional de professores ainda questiona a validade da presença da informática na aprendizagem? Acredito que existam pelo menos três possíveis explicações para essa diferença de posicionamento, de atitude, de visão.
 
A primeira está relacionada à forma, através da qual, as pessoas aprenderam a aprender no passado. Vários estudos publicados nas últimas décadas sobre a questão da aquisição de conhecimento têm examinado o exercício de memória. Eles distinguem dois tipos de memória: memória taxonômica e memória local ou natural.
 
A primeira é caracterizada pela aquisição de conhecimento através de memorização de fatos e categorias pré-estabelecidas; a motivação para a aprendizagem é externa ao aprendiz (ele tenta satisfazer os seus pais, o seu professor ou o "sistema"); os fatos armazenados estão isolados uns dos outros; uma boa parte do que for armazenado não tem utilidade imediata; e esse tipo de memória é resistente a mudanças posteriores.
 
Por outro lado, a memória local é caracterizada pela qualidade de ser espacial, isto é, através da criação de "mapas mentais" rapidamente formados pelo indivíduo e com capacidade virtualmente ilimitada; a motivação para a aprendizagem é interna ao aluno, surgindo de sua curiosidade e expectativas; todos os itens armazenados têm inter-relacionamento contextual; e os "mapas" são continuamente atualizados, na medida em que novas experiências e aprendizagem surgem.
 
Assim, quem aprendeu através de uma abordagem didática tendo como princípio que a "formação" se concluiu quando o futuro profissional está suficientemente estocado com um corpo de conhecimento decorado, pronto para ser transmitido para futuras gerações, tende a resistir a novas informações, especialmente aquelas que obrigam o abandono de antigas categorias e fatos já memorizados.
 
Quem aprendeu através de outra abordagem didática que, em vez de um corpo fixo de conhecimento memorizado, acredita que o futuro profissional precisa saber como identificar e solucionar problemas, não resiste a novas informações, e sim, procura a permanente criação de novas categorias de idéias e fatos.
 
A segunda possibilidade para a explicação é aquilo que alguns chamam de "princípio de investimento": quando alguém já investiu bastante tempo (e talvez dinheiro) num determinado caminho ou carreira, sendo bem sucedido até então, torna-se difícil aceitar novas propostas que invalidem as práticas do passado e exijam um novo investimento na aprendizagem, adotando estratégias e táticas recentes.
 
A terceira explicação reside na questão da existência de um eixo com duas extremidades, que pode ser achado em todas as culturas: pragmatismo de um lado e reflexão do outro. Indivíduos, organizações e classes de profissionais eventualmente acham o seu lugar em algum ponto ao longo deste eixo, tomando suas decisões e agindo diariamente, segundo a posição em que se acomodaram.
 
É uma tradição nas instituições brasileiras que preparam professores (do primeiro grau à universidade) ensinar que a reflexão é superior ao pragmatismo, isto é, que a teorização é superior à prática, que a compreensão profunda do papel da educação e do educador na sociedade está acima de uma visão pragmática e de experiências pessoais relativas aos acontecimentos dentro de uma sala de aula.
 
Se não, como explicar o fato de que a disciplina de Tecnologia Educacional ser obrigatória, duas décadas atrás, na formação de todo professor, e hoje inexistir? Como explicar o fato de não haver produção significativa de teses de pós-graduação em Tecnologia Educacional no país, havendo apenas uma revista especializada no assunto, embora mundialmente a tecnologia esteja revolucionando o modo como às pessoas aprendem e trabalham? Como explicar o fato de que as faculdades de educação ainda acham um luxo desnecessário levar todos os seus alunos a incorporar computadores e redes eletrônicas ao seu dia a dia?
 
Esta semana mesmo ouvi uma renomada educadora, membro do Conselho Nacional de Educação, falar sobre tecnologia quanto ao seu papel de apoio à educação, como sendo "um problema", porque a questão principal era a necessidade de averiguar o seu uso apropriado! Não há dúvida de que a reflexão é importante e obrigatória; mas quando serve para mascarar a inércia, o imobilismo, o medo de substituir idéias, e a resistência ao novo, então é destrutiva.
 
O argumento da peça Hamlet, de Shakespeare, ilustra bem o caso. Como excelente aluno de pós-graduação, Hamlet sabia que o bom investigador deve acumular uma preponderância de evidências e refletir bastante antes de tirar uma conclusão e agir. Ele de fato coleciona toda a evidência necessária para concluir que seu pai foi assassinado por Cláudio, mas reflete demais antes de agir baseado nessa informação, e acaba sendo morto. O seu excesso de reflexão, isto é, o seu não-pragmatismo, sua não-ação, provoca o seu fim trágico.
 
Não se trata de pregar apocalipses e fins trágicos. Porém, se a formação de professores no Brasil daqui em diante não se modificar, não se modernizar, incluindo alfabetização tecnológica para todos, não será a sociedade brasileira que sofrerá (porque sem dúvida um outro setor da sociedade assumirá o papel de oferecer uma educação contemporânea). Mas quem não se adaptar aos novos tempos provavelmente ficará sem alunos.
 
 
Bons Ventos!! 
 
 Família Tiscornia Selaibe 
 
 
Projeto @mar
  Integração de Tecnologia à Educação
Assista o video e conheça o Projeto @amar
  
 

image

 
June 28

PROFESSOR, LAVANCA DO CRESCIMENTO

 
  
 
  Animation12.gif 
                                                                                                                                 
                                                                                               
 
  
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
 
 
 
Professor, alavanca do crescimento
 
 
Pasmem, mas 74% dos brasileiros são analfabetos funcionais. A taxa bruta de matrículas nas universidades é de apenas 20%. Daqui a alguns anos a quantidade de analfabetos funcionais no Brasil será a mesma que os outros países têm de universitários. Vai ser uma competição de um país de analfabetos contra outros de bacharéis, pois o Brasil parece não ter se dado conta que, em toda a história do mundo, não se desenvolve se não pelo investimento em capital humano.
 
Do “Espetáculo do crescimento”, a única coisa que vimos crescer foi à péssima qualidade do ensino no Brasil.
 
Acredita-se que entre as fontes dos problemas educacionais está o investimento mal feito em educação. "São 4% ou 5% do Produto Interno Bruto (PIB) destinados a educação. Na Coréia, por exemplo, são menos de 4% e na China nada mais que 2%, e esses países evoluem. O Brasil prioriza e garante recursos demais para as universidades públicas e pouco para o ensino básico. Esse por sua vez, quando o recebe, é muito mal gerenciado, os gestores não são preparados adequadamente.
 
O problema da educação está dentro da escola, em cada sala de aula. 
 
Se temos 32% das crianças que repetem o ano na 1ª série e 55% dos alunos de 4ª série que tem conhecimentos considerados muito críticos, que qualidade de ensino estão recebendo?  Os alunos devem ir à escola e aprender senão a educação deixa de ser benefício e vira custo social. 
 
Existem algumas práticas de ensino e mudanças de comportamento, por parte dos professores e da direção escolar que dão certo. Uma delas é aplicar dever de casa para os estudantes. Este é um elemento fundamental para fixação de conhecimento, especialmente nas disciplinas de exatas. Lição de casa não é punição. O dever de casa é uma forma extremamente importante e eficaz de o professor perceber quem está entendendo o conteúdo ou não, além de manter a mente e o tempo dos alunos ocupados, mas corrigir o dever e o analisá-lo da muito trabalho.
 
O professor pode empregar também outros métodos de avaliação, pois não adianta ensinar o semestre inteiro e depois dar prova. Se o aluno não aprendeu, o tempo foi perdido. A avaliação constante é um aviso que evita a repetência. 
 
Outra sugestão é que os professores utilizem o tempo efetivo do ensino para dar aula. Muitos professores usam a aula para fazer chamada, dar recados e encher a lousa de lição e ate mesmo corrigir provas e deveres. As aulas têm que ser voltadas à explanação, debates e aos questionamentos dos alunos, terem tempo de os professores transmitirem o que sabem. 
 
O uso do livro didático melhora a performance dos alunos e ajuda na dinâmica da aula. Também é preciso ter professores melhores preparados para ensinar. Temos obsessão pelo saber pedagógico e esquecemos que este deve ser agregado a disciplina a qual se pretende lecionar.  
 
"Não é mais o economista ou o empresário que trarão progresso ao Brasil e sim o professor".
 
Bons Ventos!! 
 
 
 
Projeto @mar
  Integração de Tecnologia à Educação
Assista o video e conheça o Projeto @amar
 
image

image

June 22

O FUTURO DA EDUCAÇÃO

  
 
  Animation12.gif
 
 
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
 
 
 O Futuro da Educação 
 
 
Mesmo com pouca infra-estrutura, é possível sonhar com uma educação em que professores e alunos, unidos pela rede, combinem suas habilidades para aprender a aprender.
 
Quando vislumbramos a escola do futuro, logo imaginamos portas de vidro inteligentes e uma esteira rolante que direciona os estudantes até suas classes e/ou atividades. Pensamos em professores virtuais e alunos acompanhados de  andróides, que armazenam lições de casa, livros eletrônicos, e até se transformam em suas carteiras, como o carro espacial de George Jetson, que se transformava em uma pasta de trabalho, da cultuada série futurista Os Jetsons.
 
 Os especialistas, porém, são cuidadosos ao predizer o formato da escola do futuro, especialmente em face da falta de infra-estrutura que ainda assola a educação no Brasil. Afinal, dos 212 mil estabelecimentos de ensino que existem no país, segundo o Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação  (Ipae), apenas 20 mil possuem laboratórios de informática e, tão-somente, 22,6 mil têm acesso à internet. Para piorar, 50,9 mil escolas dispõem de apenas uma sala de aula e 34,6 mil não têm sequer energia elétrica. É com base nessa realidade que se tenta desenhar o amanhã.
 
Visão de futuro, portanto, é ter as escolas equipadas. Esse anseio, contudo, não está num nível de utopia. Dinheiro para tanto existe, o Brasil conta com R$ 4 bilhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), que foi criado com a privatização da telefonia para financiar projetos de informatização em escolas e hospitais públicos e é recolhido de cada conta telefônica desde 2000.
 
Na prática, porém, existem pendências do Ministério das Comunicações com o Tribunal de Contas da União, entre elas uma arrastada discussão sobre a regulamentação de um serviço público digital de telecomunicações, já que a Lei do Fust proíbe a aplicação do montante em serviços privados. Nada que uma medida provisória não pudesse resolver. Mas parece faltar também interesse do governo, visto que os bilhões do fundo vêm servindo para o país ostentar superávit primário. "Enquanto isso temos professores no século 18, tentando dar aula no escuro", indigna-se.
 
Feita essa ponderação, é possível projetar os horizontes da educação com, digamos, mais otimismo. Uma das coisas que despontam nesse cenário da invasão tecnológica é a não-centralidade de modelos. "A rede implica o diálogo com a diversidade, razão por que há necessidade de pensar numa escola que atenda a isso".
 
"Um curso de formação de professores não pode ficar confinado entre quatro paredes, precisa quebrar os limites do espaço temporal, extrapolar os muros da sala de aula".
 
Acredita-se que o método capaz de corresponder às demandas educacionais do futuro, será aquele em que o aluno terá responsabilidade por sua própria aprendizagem, com a mediação do professor e com a integração de atividades presenciais e a distância. Embora o estudante vá receber metas, com prazos determinados, seu ritmo será mais respeitado.
 
Por conta da chamada brecha digital - é fácil se perder no ciberespaço, o ensino do amanhã não prescindirá do rigor metodológico do ensino tradicional, mesmo com a esperada autonomia do aluno.
 
Num espaço de construção de conhecimento e, ao que parece, de currículos não-lineares e métodos inovadores, a única forma de articular um estudante com outro será em rede. "Assim, esse processo de aprendizagem precisa contar com muito bate-papo, com ambientes virtuais de aprendizagem, enfim, com vários canais para articular toda essa diversidade". Aliás, pensar em rede é a expressão de ordem na educação do futuro, razão pela qual a escola desde agora deve estar conectada tanto externamente com outras instituições, quanto internamente com sua população, professores e alunos articulados entre si.
 
A tendência é a de que as escolas e salas de aula de amanhã não estejam limitadas pelas paredes de prédios, mas venham a ser módulos de uma comunidade de aprendizagem conectada em rede, com bibliotecas, centros comunitários, museus, universidades e residências.
 
No ambiente físico da escola, contudo, essa concepção de aprendizagem terá de desenvolver-se num espaço aberto, em que o aluno se desloque e faça contato facilmente com os outros.
 
Nesse formato, os computadores não poderão ficar fechados num laboratório. Deverão ir para a sala de aula e aonde mais forem necessários, como numa redação de jornal ou em uma instituição financeira. Além disso, tem que se pensar em montagem de classes com mobiliário adaptável a diferentes situações de aprendizagem e lousa eletrônica, para a criação de espaços confortáveis para assistir a DVDs e a videoconferências.
 
"Ninguém sabe bem a arquitetura que a escola vai ter se o computador estiver onde for preciso". De qualquer maneira, as mudanças necessárias deverão ser semelhantes às que o setor bancário experimentou. "Os bancos foram redesenhados com a entrada da tecnologia, e a arquitetura interna das agências não passa nem perto do que era há 20 anos".
 
Basta pensar no que já acontece em algumas áreas do ensino. Nenhum aluno desliza numa esteira rolante numa escola, mas dispor de laboratório de informática e condições de conexão são determinantes para seu funcionamento e aprendizagem.
 
Bons Ventos!! 
 
 
Família Tiscornia Selaibe 
 
 
Projeto @mar
  Integração de Tecnologia à Educação
 
image
image
June 15

ENTRE DOIS MUNDOS

  
 
  Animation12.gif
 
 
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
 
 
  
 
Entre dois mundos 
 
 
A aceleração da vida contemporânea e novas configurações do universo do trabalho criam uma nebulosa zona de fronteira entre escola e família quando o assunto é a transmissão de valores.
 
A dificuldade de lidar com o tempo é uma das características mais marcantes da sociedade contemporânea. Não apenas o tempo presente, que sempre falta para atender às demandas e aos desejos do dia-a-dia. Mas também o tempo passado. Com efeito, talvez a marca registrada da pós-modernidade, especialmente em países jovens, como Brasil e Estados Unidos, seja o ato, por vezes inconsciente, de apagar constantemente as pegadas da história. E essa falta de perspectiva temporal, além de embaçar a capacidade de julgamento, a pequena o debate sobre o que é realmente importante e em que dimensões da vida. Como conseqüência, há uma volúpia por olhar apenas para o presente, esquecendo não apenas o que passou, mas também menosprezando o que está por vir. Embora muitas vezes a lógica do imediatismo possa funcionar no mundo dos negócios, em educação ela é nefasta. Afinal, educar é um longo processo.
 
Em seu aspecto mais concreto, a dificuldade para lidar com o tempo tem gerado, especialmente nos grandes centros brasileiros, uma discussão sobre quais papéis família e escola, os dois pilares da educação, devem desempenhar na formação de um indivíduo. Sufocados pela necessidade de trabalhar diuturnamente para fazer face à reprodução material, pais e mães dispõem de menos tempo para os filhos. Com isso, muitos deles acreditam não ter condições de educá-los satisfatoriamente. Assim, decidem transferir para a escola responsabilidades tradicionalmente da alçada da família, como a criação de hábitos alimentares e de higiene, por exemplo, bem como a difusão de ensinamentos éticos e morais. A escola, por sua vez, em geral não está preparada para assumir essa responsabilidade adicional. E parece não ter disposição para isso.
 
Há de fato um despreparo educacional das crianças quando ingressam na escola. "Se as crianças não têm recebido da família a educação que deveriam, isso se deve ao fato de que os pais também têm adotado, no convívio com os filhos, uma postura de deserção do seu papel. Eles têm preferido ser 'amigos' dos filhos a ser pai e mãe" - e o que faz a escola em vez de se atualizar para atender esses alunos que chegam com uma formação diferente daquela que os professores desejavam? O que menos esperávamos: tenta se transformar em uma família substituta para esses alunos, querendo ser família, a escola deixa de ser escola.
 
Essa inversão de papéis é, em grande medida, responsável pelo atual conflito que opõe família e escola. As famílias delegam muita coisa para a escola. Eu te pergunto: quanto tempo passa com seus filhos? É preciso discutir os limites da educação à luz da sociedade contemporânea.
 
Formar e instruir gerações antes era função da Igreja e da família. Hoje a família não dá conta. Houve uma mudança na organização social. Isso é um fato. E a escola não tem saída. Isso agora é função também dela. A sociedade não criou outra instituição para educar que não a escola, para quem a família possui um papel complementar ao da escola. Alguns valores do mundo privado são de responsabilidade da família. Os do mundo público, da escola. Onde o individual entra em conflito com o coletivo, aí é o espaço da escola. As famílias, muitas vezes, ensinam e abordam de forma inadequada temas como; Droga, sexualidade, etc, como resultado de demandas da sociedade. O problema é que o professor não foi treinado para isso".
 
Vivemos num mundo paupérrimo de ética. A principal função dos pais é transmitir princípios, valores. O resto à criança aprende por conta própria.
 
A defesa da participação ativa da escola na inoculação de valores éticos e morais estão longe de ser consensual, inclusive entre os pais.
 
Divergências e convergências apenas evidenciam a complexidade do tema. Mas nem tudo é água e óleo nesse oceano de posições aparentemente contraditórias. Escola e família têm papéis bem definidos e complementares. O papel do pai começa logo que a criança nasce, com o planejamento, mesmo que inconsciente, do tipo de educação que deseja dar. "Algumas habilidades são função da escola desenvolver, outras, dos pais. Pai é pai, não é amigo, não é professor, tem função de educar que é diferente da de professor.
 
Bons Ventos!
 
 Família Tiscornia Selaibe 
 
 
Projeto @mar
  Integração de Tecnologia à Educação
 
image
image
 

Projeto @mar-Integracao de Tecnologic a Educacao

projeto.amar@hotmail.com

Windows Media Player