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    July 09

    EDUCADORES X RESISTÊNCIA

      
     
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    Projeto @mar
    Integração de Tecnologia à Educação
     
     
     
    Educadores X Resistência
     
     
    Como explicar o fato de que após o surgimento de computadores, engenheiros e cientistas imediatamente identificaram sua utilidade e começarem a usá-los, enquanto a maior parte da classe profissional de professores ainda questiona a validade da presença da informática na aprendizagem? Acredito que existam pelo menos três possíveis explicações para essa diferença de posicionamento, de atitude, de visão.
     
    A primeira está relacionada à forma, através da qual, as pessoas aprenderam a aprender no passado. Vários estudos publicados nas últimas décadas sobre a questão da aquisição de conhecimento têm examinado o exercício de memória. Eles distinguem dois tipos de memória: memória taxonômica e memória local ou natural.
     
    A primeira é caracterizada pela aquisição de conhecimento através de memorização de fatos e categorias pré-estabelecidas; a motivação para a aprendizagem é externa ao aprendiz (ele tenta satisfazer os seus pais, o seu professor ou o "sistema"); os fatos armazenados estão isolados uns dos outros; uma boa parte do que for armazenado não tem utilidade imediata; e esse tipo de memória é resistente a mudanças posteriores.
     
    Por outro lado, a memória local é caracterizada pela qualidade de ser espacial, isto é, através da criação de "mapas mentais" rapidamente formados pelo indivíduo e com capacidade virtualmente ilimitada; a motivação para a aprendizagem é interna ao aluno, surgindo de sua curiosidade e expectativas; todos os itens armazenados têm inter-relacionamento contextual; e os "mapas" são continuamente atualizados, na medida em que novas experiências e aprendizagem surgem.
     
    Assim, quem aprendeu através de uma abordagem didática tendo como princípio que a "formação" se concluiu quando o futuro profissional está suficientemente estocado com um corpo de conhecimento decorado, pronto para ser transmitido para futuras gerações, tende a resistir a novas informações, especialmente aquelas que obrigam o abandono de antigas categorias e fatos já memorizados.
     
    Quem aprendeu através de outra abordagem didática que, em vez de um corpo fixo de conhecimento memorizado, acredita que o futuro profissional precisa saber como identificar e solucionar problemas, não resiste a novas informações, e sim, procura a permanente criação de novas categorias de idéias e fatos.
     
    A segunda possibilidade para a explicação é aquilo que alguns chamam de "princípio de investimento": quando alguém já investiu bastante tempo (e talvez dinheiro) num determinado caminho ou carreira, sendo bem sucedido até então, torna-se difícil aceitar novas propostas que invalidem as práticas do passado e exijam um novo investimento na aprendizagem, adotando estratégias e táticas recentes.
     
    A terceira explicação reside na questão da existência de um eixo com duas extremidades, que pode ser achado em todas as culturas: pragmatismo de um lado e reflexão do outro. Indivíduos, organizações e classes de profissionais eventualmente acham o seu lugar em algum ponto ao longo deste eixo, tomando suas decisões e agindo diariamente, segundo a posição em que se acomodaram.
     
    É uma tradição nas instituições brasileiras que preparam professores (do primeiro grau à universidade) ensinar que a reflexão é superior ao pragmatismo, isto é, que a teorização é superior à prática, que a compreensão profunda do papel da educação e do educador na sociedade está acima de uma visão pragmática e de experiências pessoais relativas aos acontecimentos dentro de uma sala de aula.
     
    Se não, como explicar o fato de que a disciplina de Tecnologia Educacional ser obrigatória, duas décadas atrás, na formação de todo professor, e hoje inexistir? Como explicar o fato de não haver produção significativa de teses de pós-graduação em Tecnologia Educacional no país, havendo apenas uma revista especializada no assunto, embora mundialmente a tecnologia esteja revolucionando o modo como às pessoas aprendem e trabalham? Como explicar o fato de que as faculdades de educação ainda acham um luxo desnecessário levar todos os seus alunos a incorporar computadores e redes eletrônicas ao seu dia a dia?
     
    Esta semana mesmo ouvi uma renomada educadora, membro do Conselho Nacional de Educação, falar sobre tecnologia quanto ao seu papel de apoio à educação, como sendo "um problema", porque a questão principal era a necessidade de averiguar o seu uso apropriado! Não há dúvida de que a reflexão é importante e obrigatória; mas quando serve para mascarar a inércia, o imobilismo, o medo de substituir idéias, e a resistência ao novo, então é destrutiva.
     
    O argumento da peça Hamlet, de Shakespeare, ilustra bem o caso. Como excelente aluno de pós-graduação, Hamlet sabia que o bom investigador deve acumular uma preponderância de evidências e refletir bastante antes de tirar uma conclusão e agir. Ele de fato coleciona toda a evidência necessária para concluir que seu pai foi assassinado por Cláudio, mas reflete demais antes de agir baseado nessa informação, e acaba sendo morto. O seu excesso de reflexão, isto é, o seu não-pragmatismo, sua não-ação, provoca o seu fim trágico.
     
    Não se trata de pregar apocalipses e fins trágicos. Porém, se a formação de professores no Brasil daqui em diante não se modificar, não se modernizar, incluindo alfabetização tecnológica para todos, não será a sociedade brasileira que sofrerá (porque sem dúvida um outro setor da sociedade assumirá o papel de oferecer uma educação contemporânea). Mas quem não se adaptar aos novos tempos provavelmente ficará sem alunos.
     
     
    Bons Ventos!! 
     
     Família Tiscornia Selaibe 
     
     
    Projeto @mar
      Integração de Tecnologia à Educação
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    Comments (3)

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    DESENVOLVENDO COMPREENSÃO

    Compreensão produz controle.

    A reação natural para hostilidade é... hostilidade. Porém, muito da hostilidade com que nos defrontamos é fruto de ignorância e má compreensão. Quando cada um dos lados em conflito desenvolve uma maior compreensão do outro, algo automático ocorre: a ira e o ressentimento são reduzidos em grande escala, com possibilidades inclusive de anular uma contenda.

    A maneira como você reage à hostilidade depende, em grande parte, de você mesmo. Você tem a opção de permitir que um conflito atinja um ponto em que não possa, de maneira alguma, haver uma conciliação. Ou você pode dar de si mesmo, andar uma segunda milha, ganhar uma compreensão mais abrangente do conflito e trabalhar para eliminá-lo. Quando você ganha uma maior compreensão, imediatamente você reduz o nível de sua ira e indignação. A compreensão também tem a virtude de revelar um caminho para a concordância e a cooperação.

    É evidente que existem algumas pessoas que só desejam mesmo aumentar a sua própria ira e não estão abertas para a conciliação. Porém, são muitas também as pessoas que apenas e tão somente desejam ser compreendidas.



    QUE VC TENHA UMA LINDA E MARAVILHOSA SEMANA. FIQUE COM DEUS. QUE A SUA SEMANA SEJA DE MUITAS REALIZAÇÕES

    FAÇA UMA VISITA NO MEU BLOG SEM COMPROMISSO

    http://curiosidadesdoplantaterra.blogs.sapo.pt/

    ANTONIO
    Sept. 22
    ASHwrote:
    Ola
    Super interresante seu espaço
    Tenha um Bom final de seman
    Inte +++ 
    Aug. 3

    Bom dia!

    Que sua quarta-feira seja especial!

    Agenda de hoje:

    "COLUNA DO SUCESSO, EM PROSA E VERSO" – Maka, nossa dama da literatura está de parabéns hoje, pois é seu aniversário, venha comemorar conosco!

    "MODA ROUGE&BATOM" – Celso nos traz os lançamentos da Fruit de la Passion, que traz peças sensuais, confira!

    "FAZENDO VALER A PENA..." - Rosana Braga nos fala dos benefícios da solidão, que de vez em qdo é necessária p/um “balanço”, imperdível!

     “PROSA POLÍTICA” – Olympio e suas notícias diárias da nossa política!

    Aproveitando a oportunidade, informamos que a coluna “ETC & TAL” é feita pra vc, caso tenha algum artigo que gostaria de ver publicado, entre em contato conosco, é gratuito!

    Equipe GI

    July 11

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