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July 19
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
O Tempo não para
Como referencia, a eletricidade (1873) passou a ser utilizada por 50 milhões de usuários no mundo apenas depois de 46 anos de existência. O automóvel foi criado em (1886) e somente 35 anos depois chegou a essa marca. O telefone (1876), idem: foram mais de três décadas para se disseminar. O rádio (1906), 22 anos. A televisão (1926), 26 anos. O forno de microondas (1953), 30 anos. O microcomputador (1975), 16 anos, e o celular (1983), 13 anos.
A Internet alcançou essa marca em apenas quatro anos, entre 1995 e 1999, em seu período mais comercial. Em março de 2002, já éramos 561 milhões de pessoas plugadas à rede mundial de computadores. De acordo com cálculos do Instituto do Futuro, Califórnia (EUA), uma inovação tecnológica leva, em média, 30 anos para ser realmente absorvida pela sociedade.
O que essas datas e números nos dizem objetivamente? Primeiramente, o que diferencia tão profundamente a Internet das outras descobertas e invenções humanas é o período de tempo de que ela precisou para entrar na vida de milhões de pessoas. Insignificante se comparado. Em segundo lugar, que ainda estamos vivendo um estágio de absorção dessa tecnologia. O que nos leva a crer que, independentemente dessa rápida disseminação, a Internet está hoje, sob uma perspectiva histórica, em uma fase de desenvolvimento embrionário.
Se voltarmos mais na linha do tempo, veremos que a primeira aplicação da eletricidade à comunicação ocorreu no início do século 19 com o telégrafo de Morse. Aí começou a chamada "linguagem digital" e com ela surgiu um volume enorme de termos que não pára de crescer e que precisamos conhecer para participarmos das novas formas de comunicação.
Não faz muito sentido, então, pensar em número de usuários da Internet para avaliar a sua importância e seu impacto em nossas vidas, pessoal e profissional. Para nós do Projeto @mar o que interessa - ou preocupa - é a rapidez com que ela se instala e passa a fazer parte de nossas vidas e de nossa comunidade - quer queiramos ou não, independentemente de julgamentos de valor. E como estamos lidando com isso.
Já em setembro de 99, o News week publicava: "Não existe mais volta. Antes uma novidade, a Internet está transformando o modo como vivemos, pensamos, falamos, amamos, estudamos, fazemos dinheiro, visitamos o médico e elegemos o presidente. Não estamos mais falando sobre o futuro - isto está acontecendo aqui e agora".
E é sob a pressão desse "aqui e agora" que surgem as tensões quando nós, nos propomos a incorporar essa nova tecnologia à prática pedagógica. Temos a sensação de que sempre estamos errados e equivocados. Sentimos que nossas convicções estão fragilizadas, que as hierarquias educacionais há muito internalizadas, resistem aos novos e complexos padrões de ensino que se impõem com força e velocidade assustadoras.
Aí estão: a velocidade, o tempo. Tempo que nem sempre temos, mas de que precisamos. Tempo para uma ampla e profunda reflexão sobre a formação profissional do educador - onde, quando e como ocorreu e, principalmente, em que bases filosóficas ela se fundamenta. Tempo para passar por diferentes etapas de aprendizado e adquirir habilidades para "Lidar com as novas tecnologias".
Tempo para tentar "ajustar" convicções prévias às condições concretas e objetivas com que nos deparamos na execução de projetos que utilizem a Internet, por exemplo. Tempo para reunir condições de associar os recursos que a máquina oferece aos objetivos de atividade docentes. Tempo para discutir, reavaliar e aprimorar as relações pessoais no ambiente Educacional.
Ainda não existem receitas ou modelos, mas algumas certezas. A experiência nos garante: quando se tem sensibilidade e criatividade para se proporcionar esse tempo, temos grande chance de alcançar o objetivo maior: professores integrando não só positiva, mas criticamente novos recursos tecnológicos à sua prática.
Para isso, há que se dedicar tempo, investir em formação e respeitar a trajetória de cada um que, nesse caso, é muito, muito particular mesmo. Diz um ditado popular que o tempo muda as coisas, mas diz também que, na realidade, quem tem de mudar é cada um de nós, com o tempo.
Mais que equipar as escolas com computadores e internet, seria fundamental que nossos governantes subsidiassem computadores com internet a cada professor do ensino fundamental e médio de escola publica e privada de todo o Brasil.
Bons Ventos!!
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
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July 09
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Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação

Educadores X Resistência
Como explicar o fato de que após o surgimento de computadores, engenheiros e cientistas imediatamente identificaram sua utilidade e começarem a usá-los, enquanto a maior parte da classe profissional de professores ainda questiona a validade da presença da informática na aprendizagem? Acredito que existam pelo menos três possíveis explicações para essa diferença de posicionamento, de atitude, de visão.
A primeira está relacionada à forma, através da qual, as pessoas aprenderam a aprender no passado. Vários estudos publicados nas últimas décadas sobre a questão da aquisição de conhecimento têm examinado o exercício de memória. Eles distinguem dois tipos de memória: memória taxonômica e memória local ou natural.
A primeira é caracterizada pela aquisição de conhecimento através de memorização de fatos e categorias pré-estabelecidas; a motivação para a aprendizagem é externa ao aprendiz (ele tenta satisfazer os seus pais, o seu professor ou o "sistema"); os fatos armazenados estão isolados uns dos outros; uma boa parte do que for armazenado não tem utilidade imediata; e esse tipo de memória é resistente a mudanças posteriores.
Por outro lado, a memória local é caracterizada pela qualidade de ser espacial, isto é, através da criação de "mapas mentais" rapidamente formados pelo indivíduo e com capacidade virtualmente ilimitada; a motivação para a aprendizagem é interna ao aluno, surgindo de sua curiosidade e expectativas; todos os itens armazenados têm inter-relacionamento contextual; e os "mapas" são continuamente atualizados, na medida em que novas experiências e aprendizagem surgem.
Assim, quem aprendeu através de uma abordagem didática tendo como princípio que a "formação" se concluiu quando o futuro profissional está suficientemente estocado com um corpo de conhecimento decorado, pronto para ser transmitido para futuras gerações, tende a resistir a novas informações, especialmente aquelas que obrigam o abandono de antigas categorias e fatos já memorizados.
Quem aprendeu através de outra abordagem didática que, em vez de um corpo fixo de conhecimento memorizado, acredita que o futuro profissional precisa saber como identificar e solucionar problemas, não resiste a novas informações, e sim, procura a permanente criação de novas categorias de idéias e fatos.
A segunda possibilidade para a explicação é aquilo que alguns chamam de "princípio de investimento": quando alguém já investiu bastante tempo (e talvez dinheiro) num determinado caminho ou carreira, sendo bem sucedido até então, torna-se difícil aceitar novas propostas que invalidem as práticas do passado e exijam um novo investimento na aprendizagem, adotando estratégias e táticas recentes.
A terceira explicação reside na questão da existência de um eixo com duas extremidades, que pode ser achado em todas as culturas: pragmatismo de um lado e reflexão do outro. Indivíduos, organizações e classes de profissionais eventualmente acham o seu lugar em algum ponto ao longo deste eixo, tomando suas decisões e agindo diariamente, segundo a posição em que se acomodaram.
É uma tradição nas instituições brasileiras que preparam professores (do primeiro grau à universidade) ensinar que a reflexão é superior ao pragmatismo, isto é, que a teorização é superior à prática, que a compreensão profunda do papel da educação e do educador na sociedade está acima de uma visão pragmática e de experiências pessoais relativas aos acontecimentos dentro de uma sala de aula.
Se não, como explicar o fato de que a disciplina de Tecnologia Educacional ser obrigatória, duas décadas atrás, na formação de todo professor, e hoje inexistir? Como explicar o fato de não haver produção significativa de teses de pós-graduação em Tecnologia Educacional no país, havendo apenas uma revista especializada no assunto, embora mundialmente a tecnologia esteja revolucionando o modo como às pessoas aprendem e trabalham? Como explicar o fato de que as faculdades de educação ainda acham um luxo desnecessário levar todos os seus alunos a incorporar computadores e redes eletrônicas ao seu dia a dia?
Esta semana mesmo ouvi uma renomada educadora, membro do Conselho Nacional de Educação, falar sobre tecnologia quanto ao seu papel de apoio à educação, como sendo "um problema", porque a questão principal era a necessidade de averiguar o seu uso apropriado! Não há dúvida de que a reflexão é importante e obrigatória; mas quando serve para mascarar a inércia, o imobilismo, o medo de substituir idéias, e a resistência ao novo, então é destrutiva.
O argumento da peça Hamlet, de Shakespeare, ilustra bem o caso. Como excelente aluno de pós-graduação, Hamlet sabia que o bom investigador deve acumular uma preponderância de evidências e refletir bastante antes de tirar uma conclusão e agir. Ele de fato coleciona toda a evidência necessária para concluir que seu pai foi assassinado por Cláudio, mas reflete demais antes de agir baseado nessa informação, e acaba sendo morto. O seu excesso de reflexão, isto é, o seu não-pragmatismo, sua não-ação, provoca o seu fim trágico.
Não se trata de pregar apocalipses e fins trágicos. Porém, se a formação de professores no Brasil daqui em diante não se modificar, não se modernizar, incluindo alfabetização tecnológica para todos, não será a sociedade brasileira que sofrerá (porque sem dúvida um outro setor da sociedade assumirá o papel de oferecer uma educação contemporânea). Mas quem não se adaptar aos novos tempos provavelmente ficará sem alunos.
Bons Ventos!!
Família Tiscornia Selaibe
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June 28
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Integração de Tecnologia à Educação

Professor, alavanca do crescimento
Pasmem, mas 74% dos brasileiros são analfabetos funcionais. A taxa bruta de matrículas nas universidades é de apenas 20%. Daqui a alguns anos a quantidade de analfabetos funcionais no Brasil será a mesma que os outros países têm de universitários. Vai ser uma competição de um país de analfabetos contra outros de bacharéis, pois o Brasil parece não ter se dado conta que, em toda a história do mundo, não se desenvolve se não pelo investimento em capital humano.
Do “Espetáculo do crescimento”, a única coisa que vimos crescer foi à péssima qualidade do ensino no Brasil.
Acredita-se que entre as fontes dos problemas educacionais está o investimento mal feito em educação. "São 4% ou 5% do Produto Interno Bruto (PIB) destinados a educação. Na Coréia, por exemplo, são menos de 4% e na China nada mais que 2%, e esses países evoluem. O Brasil prioriza e garante recursos demais para as universidades públicas e pouco para o ensino básico. Esse por sua vez, quando o recebe, é muito mal gerenciado, os gestores não são preparados adequadamente.
O problema da educação está dentro da escola, em cada sala de aula.
Se temos 32% das crianças que repetem o ano na 1ª série e 55% dos alunos de 4ª série que tem conhecimentos considerados muito críticos, que qualidade de ensino estão recebendo? Os alunos devem ir à escola e aprender senão a educação deixa de ser benefício e vira custo social.
Existem algumas práticas de ensino e mudanças de comportamento, por parte dos professores e da direção escolar que dão certo. Uma delas é aplicar dever de casa para os estudantes. Este é um elemento fundamental para fixação de conhecimento, especialmente nas disciplinas de exatas. Lição de casa não é punição. O dever de casa é uma forma extremamente importante e eficaz de o professor perceber quem está entendendo o conteúdo ou não, além de manter a mente e o tempo dos alunos ocupados, mas corrigir o dever e o analisá-lo da muito trabalho.
O professor pode empregar também outros métodos de avaliação, pois não adianta ensinar o semestre inteiro e depois dar prova. Se o aluno não aprendeu, o tempo foi perdido. A avaliação constante é um aviso que evita a repetência.
Outra sugestão é que os professores utilizem o tempo efetivo do ensino para dar aula. Muitos professores usam a aula para fazer chamada, dar recados e encher a lousa de lição e ate mesmo corrigir provas e deveres. As aulas têm que ser voltadas à explanação, debates e aos questionamentos dos alunos, terem tempo de os professores transmitirem o que sabem.
O uso do livro didático melhora a performance dos alunos e ajuda na dinâmica da aula. Também é preciso ter professores melhores preparados para ensinar. Temos obsessão pelo saber pedagógico e esquecemos que este deve ser agregado a disciplina a qual se pretende lecionar.
"Não é mais o economista ou o empresário que trarão progresso ao Brasil e sim o professor".
Bons Ventos!!
Projeto @mar
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June 22
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Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
O Futuro da Educação
Mesmo com pouca infra-estrutura, é possível sonhar com uma educação em que professores e alunos, unidos pela rede, combinem suas habilidades para aprender a aprender.
Quando vislumbramos a escola do futuro, logo imaginamos portas de vidro inteligentes e uma esteira rolante que direciona os estudantes até suas classes e/ou atividades. Pensamos em professores virtuais e alunos acompanhados de andróides, que armazenam lições de casa, livros eletrônicos, e até se transformam em suas carteiras, como o carro espacial de George Jetson, que se transformava em uma pasta de trabalho, da cultuada série futurista Os Jetsons.
Os especialistas, porém, são cuidadosos ao predizer o formato da escola do futuro, especialmente em face da falta de infra-estrutura que ainda assola a educação no Brasil. Afinal, dos 212 mil estabelecimentos de ensino que existem no país, segundo o Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação (Ipae), apenas 20 mil possuem laboratórios de informática e, tão-somente, 22,6 mil têm acesso à internet. Para piorar, 50,9 mil escolas dispõem de apenas uma sala de aula e 34,6 mil não têm sequer energia elétrica. É com base nessa realidade que se tenta desenhar o amanhã.
Visão de futuro, portanto, é ter as escolas equipadas. Esse anseio, contudo, não está num nível de utopia. Dinheiro para tanto existe, o Brasil conta com R$ 4 bilhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), que foi criado com a privatização da telefonia para financiar projetos de informatização em escolas e hospitais públicos e é recolhido de cada conta telefônica desde 2000.
Na prática, porém, existem pendências do Ministério das Comunicações com o Tribunal de Contas da União, entre elas uma arrastada discussão sobre a regulamentação de um serviço público digital de telecomunicações, já que a Lei do Fust proíbe a aplicação do montante em serviços privados. Nada que uma medida provisória não pudesse resolver. Mas parece faltar também interesse do governo, visto que os bilhões do fundo vêm servindo para o país ostentar superávit primário. "Enquanto isso temos professores no século 18, tentando dar aula no escuro", indigna-se.
Feita essa ponderação, é possível projetar os horizontes da educação com, digamos, mais otimismo. Uma das coisas que despontam nesse cenário da invasão tecnológica é a não-centralidade de modelos. "A rede implica o diálogo com a diversidade, razão por que há necessidade de pensar numa escola que atenda a isso".
"Um curso de formação de professores não pode ficar confinado entre quatro paredes, precisa quebrar os limites do espaço temporal, extrapolar os muros da sala de aula".
Acredita-se que o método capaz de corresponder às demandas educacionais do futuro, será aquele em que o aluno terá responsabilidade por sua própria aprendizagem, com a mediação do professor e com a integração de atividades presenciais e a distância. Embora o estudante vá receber metas, com prazos determinados, seu ritmo será mais respeitado.
Por conta da chamada brecha digital - é fácil se perder no ciberespaço, o ensino do amanhã não prescindirá do rigor metodológico do ensino tradicional, mesmo com a esperada autonomia do aluno.
Num espaço de construção de conhecimento e, ao que parece, de currículos não-lineares e métodos inovadores, a única forma de articular um estudante com outro será em rede. "Assim, esse processo de aprendizagem precisa contar com muito bate-papo, com ambientes virtuais de aprendizagem, enfim, com vários canais para articular toda essa diversidade". Aliás, pensar em rede é a expressão de ordem na educação do futuro, razão pela qual a escola desde agora deve estar conectada tanto externamente com outras instituições, quanto internamente com sua população, professores e alunos articulados entre si.
A tendência é a de que as escolas e salas de aula de amanhã não estejam limitadas pelas paredes de prédios, mas venham a ser módulos de uma comunidade de aprendizagem conectada em rede, com bibliotecas, centros comunitários, museus, universidades e residências.
No ambiente físico da escola, contudo, essa concepção de aprendizagem terá de desenvolver-se num espaço aberto, em que o aluno se desloque e faça contato facilmente com os outros.
Nesse formato, os computadores não poderão ficar fechados num laboratório. Deverão ir para a sala de aula e aonde mais forem necessários, como numa redação de jornal ou em uma instituição financeira. Além disso, tem que se pensar em montagem de classes com mobiliário adaptável a diferentes situações de aprendizagem e lousa eletrônica, para a criação de espaços confortáveis para assistir a DVDs e a videoconferências.
"Ninguém sabe bem a arquitetura que a escola vai ter se o computador estiver onde for preciso". De qualquer maneira, as mudanças necessárias deverão ser semelhantes às que o setor bancário experimentou. "Os bancos foram redesenhados com a entrada da tecnologia, e a arquitetura interna das agências não passa nem perto do que era há 20 anos".
Basta pensar no que já acontece em algumas áreas do ensino. Nenhum aluno desliza numa esteira rolante numa escola, mas dispor de laboratório de informática e condições de conexão são determinantes para seu funcionamento e aprendizagem.
Bons Ventos!!
Família Tiscornia Selaibe


Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
| June 15
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Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
Entre dois mundos
A aceleração da vida contemporânea e novas configurações do universo do trabalho criam uma nebulosa zona de fronteira entre escola e família quando o assunto é a transmissão de valores.
A dificuldade de lidar com o tempo é uma das características mais marcantes da sociedade contemporânea. Não apenas o tempo presente, que sempre falta para atender às demandas e aos desejos do dia-a-dia. Mas também o tempo passado. Com efeito, talvez a marca registrada da pós-modernidade, especialmente em países jovens, como Brasil e Estados Unidos, seja o ato, por vezes inconsciente, de apagar constantemente as pegadas da história. E essa falta de perspectiva temporal, além de embaçar a capacidade de julgamento, a pequena o debate sobre o que é realmente importante e em que dimensões da vida. Como conseqüência, há uma volúpia por olhar apenas para o presente, esquecendo não apenas o que passou, mas também menosprezando o que está por vir. Embora muitas vezes a lógica do imediatismo possa funcionar no mundo dos negócios, em educação ela é nefasta. Afinal, educar é um longo processo.
Em seu aspecto mais concreto, a dificuldade para lidar com o tempo tem gerado, especialmente nos grandes centros brasileiros, uma discussão sobre quais papéis família e escola, os dois pilares da educação, devem desempenhar na formação de um indivíduo. Sufocados pela necessidade de trabalhar diuturnamente para fazer face à reprodução material, pais e mães dispõem de menos tempo para os filhos. Com isso, muitos deles acreditam não ter condições de educá-los satisfatoriamente. Assim, decidem transferir para a escola responsabilidades tradicionalmente da alçada da família, como a criação de hábitos alimentares e de higiene, por exemplo, bem como a difusão de ensinamentos éticos e morais. A escola, por sua vez, em geral não está preparada para assumir essa responsabilidade adicional. E parece não ter disposição para isso.
Há de fato um despreparo educacional das crianças quando ingressam na escola. "Se as crianças não têm recebido da família a educação que deveriam, isso se deve ao fato de que os pais também têm adotado, no convívio com os filhos, uma postura de deserção do seu papel. Eles têm preferido ser 'amigos' dos filhos a ser pai e mãe" - e o que faz a escola em vez de se atualizar para atender esses alunos que chegam com uma formação diferente daquela que os professores desejavam? O que menos esperávamos: tenta se transformar em uma família substituta para esses alunos, querendo ser família, a escola deixa de ser escola.
Essa inversão de papéis é, em grande medida, responsável pelo atual conflito que opõe família e escola. As famílias delegam muita coisa para a escola. Eu te pergunto: quanto tempo passa com seus filhos? É preciso discutir os limites da educação à luz da sociedade contemporânea.
Formar e instruir gerações antes era função da Igreja e da família. Hoje a família não dá conta. Houve uma mudança na organização social. Isso é um fato. E a escola não tem saída. Isso agora é função também dela. A sociedade não criou outra instituição para educar que não a escola, para quem a família possui um papel complementar ao da escola. Alguns valores do mundo privado são de responsabilidade da família. Os do mundo público, da escola. Onde o individual entra em conflito com o coletivo, aí é o espaço da escola. As famílias, muitas vezes, ensinam e abordam de forma inadequada temas como; Droga, sexualidade, etc, como resultado de demandas da sociedade. O problema é que o professor não foi treinado para isso".
Vivemos num mundo paupérrimo de ética. A principal função dos pais é transmitir princípios, valores. O resto à criança aprende por conta própria.
A defesa da participação ativa da escola na inoculação de valores éticos e morais estão longe de ser consensual, inclusive entre os pais.
Divergências e convergências apenas evidenciam a complexidade do tema. Mas nem tudo é água e óleo nesse oceano de posições aparentemente contraditórias. Escola e família têm papéis bem definidos e complementares. O papel do pai começa logo que a criança nasce, com o planejamento, mesmo que inconsciente, do tipo de educação que deseja dar. "Algumas habilidades são função da escola desenvolver, outras, dos pais. Pai é pai, não é amigo, não é professor, tem função de educar que é diferente da de professor.
Bons Ventos!
Família Tiscornia Selaibe
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
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June 10
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Integração de Tecnologia à Educação
Oportunidade para todos
Os estudantes do Prouni (Programa Universidade para Todos) alcançaram médias iguais ou superiores em 14 áreas do conhecimento avaliadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), em 2006.
O bom desempenho dos bolsistas está estampado nas notas obtidas por eles no Enade 2006 (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), cujo resultado, com a correção das provas das instituições particulares, já foi liberado pelo MEC.
O comparativo mostra que em 14 áreas do conhecimento avaliadas no ano passado - o Enade avaliou 15 e só arqueologia não tinha alunos do Prouni - a diferença estatística está a favor dos bolsistas. Em nove delas, a diferença foi bem significativa, e nas outras cinco áreas, o desempenho também foi superior.
Quando se observa, por exemplo, o desempenho dos alunos da área de administração, bolsistas do Prouni em relação a não-bolsistas, a diferença a favor do Prouni passa de sete pontos. Neste caso, os alunos do Prouni obtiveram média de 42,3 pontos; os não-bolsistas, 34,4 pontos, o que representa uma diferença a favor dos bolsistas de 7,9 pontos.
No caso da área de biomedicina, a diferença é ainda maior entre os dois grupos: alunos do Prouni alcançaram a média de 45,7 pontos e os não-bolsistas, 36,7 pontos, com uma diferença de 9 pontos a favor dos que têm a bolsa.
É sempre bom lembrar que esta pontuação vai de 0 a 100 pontos, e que as medias em geral são muito ruins quando comparadas a países como Argentina, Chile ou mesmo a Venezuela.
Mas fica bem claro que determinação e força de vontade não transitam apenas nas classes mais elevadas de nossa sociedade, e que verdadeiros talentos estão por todas as partes esperando uma oportunidade para serem lapidados.
Em 2006, foram 488.906 estudantes convocados para fazer o exame, que avaliou 5.388 cursos, distribuídos por 15 áreas do conhecimento e oriundos de 1.619 instituições de ensino superior.
O Enade avalia o aluno sob duas óticas: a formação geral, que verifica como ele está preparado para viver em sociedade e seu grau de cidadania, e na formação específica, que são os conhecimentos adquiridos no curso que está fazendo.
O programa Prouni, dá bolsas de estudo para alunos de famílias pobres que tenham feito ensino médio em escolas públicas ou em escolas particulares com bolsas de estudo.
As bolsas são integrais para alunos de famílias com renda de até R$ 570 por pessoa e parciais para alunos com renda familiar de até R$ 1.140 por pessoa.
Infelizmente, atualmente são apenas 228.919 beneficiados pelo programa em todo o país.
Esperamos de coração que de posse destas informações divulgadas pelo MEC o Governo tome medidas objetivas para aumentar o numero de bolsas do Prouni e se empenhe na melhoria da qualidade do ensino universitário, pois desenvolvimento sustentável é Educação qualificada.
Como empresário, gostaria de chamar atenção, para que se em um curto espaço de tempo nada for feito efetivamente por nossa educação, as melhores vagas de empregos nas empresas Brasileiras que querem se inserir neste mercado cada vez mais Globalizado ficara nas mãos de nossos Irmanos vizinhos, e nossos filhos com os já famosos e disputados subempregos.
Bons Ventos!
Família Tiscornia Selaibe
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
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June 01
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Apenas Crianças Evoluídas
Olá amigos!
Quem acompanha nossos artigos, sabe que tem um capítulo especial a que estamos mais ligados, que é sobre as crianças especiais que estão nascendo em número cada vez maior entre nós (estima-se que atualmente esta população infantil esteja em 40% das crianças nascidas desde 1987).
Sempre tem algo novo para ser dito e sentido sobre estas crianças, e vamos lhes passar um pouco mais o que aprendemos.
Essas crianças, chamadas por uma forte corrente de “Crianças Índigo” (Do livro: “The Indigo Children” de Lee Carroll e Ian Tober), que conforme já explicamos em outro texto em nossa coluna, começaram a se avolumar a partir de 1985 e vieram para provocar e auxiliar a transformação de todos os paradigmas aceitos até hoje no âmbito educacional, familiar, social e espiritual de todo o planeta, servindo de catalisadores para desencadear os movimentos necessários para este processo.
Sua estrutura cerebral é diferente dos demais, pois apresentam maior potencial no hemisfério direito do que no esquerdo, portanto, sendo mais sensíveis ao espiritual (não religioso), indo além do plano de entendimento somente conceitual, material.
A neurociência vem comprovando - ao estudar estas crianças - que o lobo parietal do cérebro, que filtra os estímulos externos, trabalha mais devagar nelas, o que leva as outras partes do cérebro a trabalharem mais rápido.
Elas já vieram hiper-estimuladas. As demais crianças precisam de estímulos constantes para obter desenvolvimento melhor. Elas não, já vieram assim, por isto são mais inteligentes e sensíveis, intuitivas, criativas, etc.
Estas crianças têm a velocidade do funcionamento cerebral diferente e precisam apenas de auxílio correto, para desenvolver suas latentes e geniais potencialidades.
Isto leva a pontos interessantes e cruciais para as mudanças. Elas tornarão os comportamentos mais coerentes, fazendo com que as pessoas façam o que pensam e não o contrário como nossa sociedade ensina, ou seja, elas são autênticas, sem máscaras.
Outra coisa importante é que elas têm a noção da Unidade, da igualdade entre os seres. Para elas, o “eu” e o “você” são a mesma coisa, o que as deixa menos dependentes do ego, do egoísmo, da inveja.
Elas não aceitam qualquer explicação para as questões por elas levantadas, pois sua intuição é fortíssima e não temem apontar as verdadeiras faces e intenções alheias. São defensoras da verdade e da justiça.
Suas mudanças começam dentro de seus lares, onde exigem negociações mais lógicas para as questões do cotidiano, obrigando pais e educadores a aprenderem a agir sem máscaras.
No campo educacional, elas estão obrigando educadores e sistemas inteiros a se transformarem, pois, como têm estrutura cerebral diferente, encontram formas de raciocínio que vão contra os modelos conhecidos e aceitos. Estes conceitos vão se auto-multiplicando, desde as relações interpessoais até as instituições de todos os tipos.
A energia da Terra é muito densa, o que é ruim para estas crianças que sofrem com a freqüência diferente que possuem. Vão se adaptando lentamente, como se cada ajuste fosse um pedaço do corpo que despertasse. É como se alguém colocasse uma roupa muito justa que fosse rasgando aos poucos, dando, lentamente, liberdade de movimento.
Vocês podem notar as diferenças nos campos educacionais e familiares que vêm ocorrendo nestes últimos anos. Escolas e terapias alternativas estão surgindo, embora, do outro lado, os antigos conceitos e fortes resistências, estejam reagindo e provocando o caos. São movimentos antagônicos, previstos, que exigirão certo tempo para se reestruturarem sobre novos paradigmas.
Estas crianças sempre existiram, mas apenas começaram a chegar em grande quantidade ao planeta, ao mesmo tempo, nos anos 70/80. Podemos citar como exemplo Albert Einstein, que chegou a ser rotulado de burro quando criança.
Há crianças super sensíveis, inteligentes, que na hora de traduzir suas idéias para uma linguagem - quer escrita ou oral - não conseguem, ou tem dificuldade de atenção. As escolas precisam se preparar para esta nova realidade e buscar, com as pessoas certas, o caminho das adaptações.
Enfim, tudo que pais, educadores e mídia usarem em termos de uma linguagem sensível, honesta e alternativa, poderá ajudar - e muito - a estas crianças.
Cada vez que nos deparamos com uma destas crianças a me olhar com profundidade, amor, de forma tão inocente, parecendo perdidas, mas ao mesmo tempo tão sábias, fortes e iluminadas, sentimos a necessidade de mais conhecimento para falar e fazer a coisa certa e ajudar esses verdadeiros Embaixadores da Paz, dando-lhes suporte para que se desenvolvam e possam criar um Novo Mundo.
É o que devemos procurar fazer com as crianças que estão ao nosso alcance, ainda que seja um período de transição, em que as pessoas não saibam como agir perante esta nova realidade.
Recomendamos para pais, educadores, psicólogos e fonaudiólogos a leitura do livro “Educando Crianças Índigo”, de Egidio Vecchio.
Bons Ventos!
Família Tiscornia Selaibe
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
| May 25
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Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
DESABAFO
Estudamos durante anos e anos de nossas vidas. Teoricamente estamos nos preparando para a vida. Aprendemos (ou não) matemática, história, física, artes ou a nos comunicar em nossa própria língua. Descobrimos o mundo através da geografia, conhecemos o corpo humano pelas vias da biologia, entendemos o funcionamento do universo com ajuda da química. Fazemos educação física, lemos vários livros para disciplinas como a literatura, estudamos inglês ou espanhol para nos comunicar com o mundo...
Acreditamos que, ao entrar em contato com todos esses saberes, ocorre um preparo essencial que irá nos permitir ingressar na vida adulta prontos para conseguir um emprego, formar nossas famílias, prosperar, ter conta bancária, comprar a tão sonhada casa própria, adquirir um ou mais automóveis, viajar pelo mundo...
Pensamos nesse conhecimento obtido como base para a civilidade. Respeitar e ser respeitado. Se mostrar solidário em relação às causas mais justas e nobres. Fazer o bem e proporcionar ao mundo a possibilidade da melhoria em virtude de nossa ação, de nossa existência e de nossas experiências pessoais acumuladas, e também dos esforços coletivos que nos movem.
Nossos professores e pais, assim como seus antecessores, pelo menos desde que surgiu o conceito de educação e de escola que conhecemos presentemente (desde a Revolução Francesa, para tentar localizar no tempo e no espaço esse acontecimento, ou seja, a partir do século XIX), também incensam, valorizam e acreditam que não há futuro para quem quer que seja sem o auxílio e os préstimos da educação formal.
Governantes se alternam no poder e durante as disputas eleitorais apregoam aos ventos, para que todos consigam escutar, o quanto a educação é importante para o futuro da nação. Planos e mais planos para a educação são traçados (e alterados de forma aleatória e predatória para o futuro dessa nação) a cada mandato. Novos investimentos e verbas para a área são previstos nos orçamentos públicos (mas nem sempre chegam de forma integral ao destino final, as escolas).
Apesar de todo esse discurso apregoado com enorme constância por tantas pessoas e instituições, ainda existem muitos estudantes que se perguntam, a cada instante, o que estão a fazer dentro dos limites das escolas... Escola para quê? Essa é uma dúvida que persiste entre as gerações que se encontram nas salas de aula já há algum tempo. Que escola é essa que, apesar de todas as pessoas que a defendem, causa dúvidas quanto a seu valor, funcionalidade e eficiência entre seus maiores interessados, os estudantes...?
Nesse sentido é importantíssimo que saibamos quem são os estudantes que formam o contingente educacional das escolas brasileiras no momento em que escrevemos essas linhas... Quais são suas bases familiares? Como é a sua relação com o mundo em que vivem? Que contexto mundial estamos vivendo e de que forma isso se relaciona ao perfil dessas crianças e jovens? Quais interesses movem sua curiosidade e os motivam a pensar e agir? O que eles pensam do Brasil e de suas instituições? Que visão têm da escola e da educação? Afinal de contas, quem são essas crianças, adolescentes e jovens com os quais convivemos enquanto pais, educadores, gestores das escolas e governantes?
São perguntas imprescindíveis para que compreendamos o universo escolar em que estamos inseridos. São também questões de difícil resposta, que demandam pesquisas complexas a serem realizadas no mínimo a médio prazo. Planos governamentais que não levem em conta a clientela final dos serviços educacionais que estamos prestando terão pouca ou nenhuma eficiência e, ao afirmar isso, não estou sendo pessimista, assumo apenas uma postura extremamente realista. Se pudéssemos apenas conjecturar ou especular algumas respostas tendo por base o que lemos ou estudamos em publicações recentes, poderíamos dizer o seguinte:
Opera-se na sociedade mundial e, consequentemente na brasileira também, uma grande alteração dos modelos familiares. Estamos deixando para trás as bases tradicionais, pautadas na interação mais constante e próxima entre avós, tios, irmãos, primos, pais e filhos. Em seu lugar prevalecem famílias dissociadas, nuclearizadas em torno apenas dos progenitores e de sua prole. Há novas formações familiares incorporadas ao cotidiano (mães solteiras com os filhos, pais que cuidam sozinhos de seus herdeiros, casais homossexuais). Os casamentos convencionais estão sendo substituídos em escala crescente por uniões não formalizadas e mais instáveis. Os filhos estão demorando mais tempo para sair da casa dos pais e dependem financeiramente de seus progenitores até idades mais avançadas...
O mundo em que vivemos está cada vez mais competitivo e em busca de resultados financeiros melhores. As empresas organizam-se para atingir o máximo de eficiência. O corte de custos ameaça os empregos e torna a disputa pelas vagas mais acirrada. A incorporação de tecnologias e o offshoring (transferência de empresas para outros países e continentes em busca de mão-de-obra mais barata e mais vantagens fiscais e produtivas) acentuam ainda mais a luta pela sobrevivência. É no meio de toda essa tensão que vivemos e, certamente, isso repercute entre as novas gerações. Há pais preocupados com a formação profissional dos filhos antes mesmo de suas crianças ingressarem numa escola... A relação entre os estudantes de hoje e o mundo em que vivem é tensa, cheia de dúvidas, marcada por cobranças (antes do tempo), e acaba redundando em agressividade, nervosismo e até mesmo violência...
As tecnologias que se fazem cada vez mais onipresentes atraem enormemente a atenção das novas gerações e ofuscam todos os demais recursos e áreas do conhecimento (isso não quer dizer que as outras áreas não tenham procura, apenas que elas ficaram realmente em segundo, terceiro, quarto ou quinto planos). Os computadores e a internet estão realmente devorando as crianças e jovens. Substituíram a bola, a boneca, os jogos tradicionais, a leitura, as artes, a música, o cinema e até mesmo a televisão (ou então os incorporaram e fazem dos mesmos parte de seu incrível arsenal).
O Brasil é o país da impunidade e dos espertalhões. A justiça é lenta. Os traficantes e os bandidos estão dominando a cena. Os políticos mandam e desmandam, praticam atos ilícitos em várias oportunidades e nada acontece. A sensação de insegurança é muito grande. Balas perdidas ameaçam a vida de inocentes. Não somos mais o país do futuro. Não há grandes esperanças no horizonte. O amanhã é uma ilusão. O importante é sobreviver a toda a sensação de caos em que nos encontramos. Esse é o Brasil a partir do ponto de vista de nossos jovens...
A escola, por sua vez, que poderia ser uma das possibilidades reais de melhoria das condições gerais de vida no país, está sucateada em muitos sentidos. Os professores são despreparados. As condições materiais inadequadas. As instalações deficientes ameaçam até mesmo a integridade física dos alunos. Os pais não participam da vida escolar de seus filhos. Os baixos salários e a falta de valorização dos profissionais que atuam nas escolas desestimulam e tornam ainda menos produtivas as ações dos professores. Essa é a escola nota 3, ou no máximo 4, que lega ao país sempre as últimas colocações nos exames internacionais... E os estudantes sabem muito bem disso, por isso não a levam a sério e, com isso, criam um ciclo vicioso que irá se repetir por tempo indefinido, até que façamos uma verdadeira revolução no ensino (e no país).
Esse breve perfil de nossa clientela escolar e das condições gerais do mundo, do país e da educação no Brasil não tem a pretensão de se firmar como base sociológica de entendimento da dificílima situação pela qual passam nossas escolas e, mais importante ainda, nossas futuras gerações. Tento apenas fazer com que pensemos a partir do olhar desses estudantes para que consigamos compreender por quê para eles a escola é (muitas vezes) apenas uma formalidade e não a instituição que pensamos redentora, formadora, definidora das bases para o futuro.
Escutamos muito pouco as lamúrias, os sussurros e até mesmo os gritos de dor de nossos pacientes terminais. Agimos como médicos petulantes, que têm o dom da cura, o conhecimento insuperável e as respostas para todos os dilemas da saúde. Enquanto educadores, pais, gestores da educação e governantes pensamos sempre ter todas as respostas sem que nem ao menos nos preocupemos em aguçar a audição e os demais sentidos para perceber o que realmente está acontecendo ao nosso redor...
Não temos mais tempo a perder. Educação é assunto sério e primordial para a sobrevivência não só das atuais gerações ou das futuras, já integradas ao cotidiano, mas de pessoas que ainda nem nasceram e, numa escala de pensamento mais amplo, de nosso país e do mundo todo. Interligados cada vez mais no mundo plano e globalizado em que vivemos dependemos cada vez mais uns dos outros, e se não agirmos em prol do conjunto iremos todos perecer junto com o planeta...
Bons Ventos!
Família Tiscornia Selaibe
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
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May 17
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Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
Colhendo os Frutos
O governo federal divulgou nesta ultima quinta (26), os dados e metas do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), indicador criado para orientar o direcionamento de verbas da educação. Para todos os níveis de administração (municipais, estaduais e as próprias escolas federais), o cumprimento das metas do Ideb implicará no recebimento de mais dinheiro.
A situação atual do ensino é dramática. Apenas uma minoria de cidades (243) conseguiu obter, nas duas etapas (1ª a 4ª séries e 5ª a 8ª séries) do ensino fundamental oferecido pelas redes municipais, um Ideb igual ou superior a 5 (a escala vai de zero a dez). Com Ideb inferior a 5, da 1ª à 4ª série foram 4.112 das 4.349 cidades avaliadas, índice de 94,5%. Na fase da 5ª à 8ª série, o total de municípios com Ideb inferior a 5 foi de 2.453, entre os 2.467 avaliados -- taxa de 99,4%. Ou seja, praticamente todas as cidades do Brasil estariam reprovadas numa hipotética prova de final de ano. O que inclui as capitais (nenhuma delas conseguiu índice superior a 5): Salvador (BA) tem o pior desempenho, com Ideb de 2,8 (na avaliação de 1ª a 4ª séries); Curitiba (PR) lidera a lista, com 4,7, seguida de Belo Horizonte (MG) com 4,6, e Rio de Janeiro com 4,3; São Paulo ocupa a nona posição entre as capitais, com índice de 4,1.
O pior Ideb municipal encontrado foi de 0,3 e o melhor, de 6,8. O mecanismo do Ideb faz parte do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação), anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, na terça (24).
O Ideb atual dos municípios, Estados e do Brasil em geral foi calculado com base em dados de 2005 da Prova Brasil e do Saeb, avaliações conduzidas pelo MEC a cada dois anos. Há metas de Ideb para serem atingidas nas avaliações deste ano, na de 2009, 2011 e assim por diante, até a meta "final", em 2021. Numa escala de zero a dez, o Brasil tem hoje um Ideb médio de 3,8 na primeira fase do ensino fundamental (1ª a 4ª séries), de 3,5 na segunda (5ª a 8ª séries) e 3,4 no ensino médio (antigo colegial).
As metas para 2021 são de chegar a 6 na 1ª fase do fundamental, 5,5 na 2ª e 5,2 no ensino médio.
A meta do MEC é que Ideb do Brasil como um todo, passe de atuais 3,8 para 6,0 (na primeira etapa do ensino fundamental), média que os membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) teriam no Ideb. A entidade reúne países como Estados Unidos, Austrália, Inglaterra, Suíça, Alemanha, França, Japão e Coréia do Sul, entre outros.
Estados
As metas do Ideb para os Estados variam de acordo com o patamar em que se encontrava em 2005. O indicador avalia o desempenho das redes estaduais de ensino.
Por exemplo, da 1ª à 4ª série, Rio Grande do Norte, Piauí e Bahia têm o Ideb mais baixo em 2005: os três partem de 2,6 e devem chegar a 4,8 (RN e PI) e 4,9 (BA) daqui 14 anos. Já o Paraná parte de um Ideb de 5, o maior na 1ª fase do fundamental, e deve chegar a 6,9 em 2021.
Da 5ª à 8ª série, o Estado com o pior Ideb atual é Pernambuco, que atinge 2,4. Em 2021, deve chegar a 4,9. Já São Paulo tem o Ideb mais alto, de 3,6, e em 2021 deverá chegar a 5,8.
No ensino médio, Piauí e Amazonas partem do índice mais baixo, de 2,3, e precisam atingir um Ideb de 4,1 e 4, respectivamente, daqui há 14 anos.
O melhor Ideb inicial é o de Santa Catarina, com 3,5. Sua meta é chegar a 5,3 em 2021.
Municípios
Os números do Ideb no nível das cidades avaliam as redes municipais, e por isso não há dados para o ensino médio, que é exclusividade dos governos estaduais.
A cidade com pior Ideb da 1ª à 4ª série é Ramilândia, no Paraná. Ela parte de apenas 0,3 e precisa chegar a 5,4 em 2021. Barra do Chapéu, em São Paulo, tem o melhor Ideb inicial, de 6,8, e deve chegar a 8,1 em 2021.
Nesta fase do ensino fundamental, foram quatro cidades com Ideb menor ou igual a 1.
Com nota entre 1 e 2 foram 104 cidades. Já os Idebs entre 3 e 4 foram registrados em 2.710 municípios; entre 4 e 5, em 1.294; entre 5 e 6, em 225.
As melhores notas ficaram na faixa entre 6 e 7, e foram obtidas por apenas oito cidades.
Da 5ª à 8ª série, o pior Ideb é de Maiquinique, na Bahia, também de 0,3. Sua meta para 2021 é 4,4. O melhor Ideb é o do município paulista de Porto Ferreira, de 5,9, com meta de 7,4.
Na segunda fase do fundamental, três municípios tiveram Ideb menor ou igual a 1.
Os que obtiveram Ideb entre 1 e 2 foram 97. Com índice entre 2 e 3 foram 1.133; entre 3 e 4, o total de municípios foi de 930.
Os números são mais magros quando as faixas são as "melhores" registradas no levantamento: apenas 290 municípios ficaram com Ideb entre 4 e 5, e somente dez alcançaram índice entre 5 e 6 -- faixa mais alta registrada nessa fase do ensino fundamental.
A comparação do Ideb atual com a meta de 2021 mostra que as localidades com pior nível de ensino atual terão de dar um salto de qualidade muito amplo (por exemplo, 5,1 pontos no caso de Ramilândia), enquanto as com Ideb inicial mais alto precisam crescer menos (1,3 ponto no caso de Barra do Chapéu).
Escolas
O Inep também vai elaborar Idebs atuais e projeções específicas para cada escola pública do país, mas ainda não há data definida para a divulgação dos dados.
Escolas particulares não atingem Ideb de '1º mundo'
Nem as escolas particulares atingem o índice esperado pelo MEC (Ministério da Educação) no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), indicador divulgado nesta ultima quinta (26), que faz parte do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação) e que vai nortear a distribuição de recursos à rede pública do país.
No índice atual (dados de 2005), a rede privada tem Ideb de 5,9 na primeira fase do ensino fundamental (1ª a 4ª séries), 5,8 na segunda etapa (5ª a 8ª) e 5,6 no ensino médio. A meta do MEC para o país até 2021 é chegar ao Ideb 6 (na primeira etapa do fundamental), média que os membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) teriam nessa escala criada pelo ministério. Atualmente, o Brasil como um todo pode receber uma média de 3,8 pontos.
A OCDE reúne 30 países, entre eles Estados Unidos, Austrália, Inglaterra, Suíça, Alemanha, França, Japão e Coréia do Sul.
O indicador - numa escala de zero a dez - foi criado pelo MEC combinando índices já existentes: rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho. As taxas de rendimento são aferidas pelo Censo Escolar da Educação Básica, e as médias pelo Saeb e pela Prova Brasil, avaliações realizadas pelo Inep para diagnosticar a qualidade dos sistemas educacionais.
De acordo com objetivos fixados pelo Ministério, as escolas particulares têm de atingir os Idebs de 7,5 (1ª a 4ª série), 7,3 (5ª a 8ª) e 7 (ensino médio) até 2021.
Quando falamos que o problema da educação não é só publico, é privado também. Só porque pagamos “Bons colégios”, achamos que estamos dando o melhor para nossos filhos. Temos dois filhos de 14 e 12 anos, sempre estudaram nos melhores colégios particulares que o dinheiro pode pagar e eles não sabem ler um texto corretamente, muito menos conseguem entender o que foi lido.
O pior é que essas crianças da rede particular (classe média) é quem vão administrar e Gerenciar as empresas do futuro, os hospitais, etc., etc.,etc...
É,
Bons Ventos!
E que papai do céu nos ajude, pois o que importa são os feriados!
Família Tiscornia Selaibe
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Integração de Tecnologia à Educação
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April 27
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27/04/2007
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
7. A Representação Sobre a Escravidão
José Bonifácio de Andrada e Silva
Em nossas pesquisas sobre a vida de Dom Pedro II encontramos outro personagem que, insistentemente, aparecia a todo momento. Entendemos que era necessario pesquisá-lo, e achamos por bem começar com um tema tão atual, a ESCRAVIDÃO.
Em 1823, José Bonifácio apresentou uma Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a Escravatura no Brasil, na qual defendia a extinção gradual da escravidão e a emancipação também gradual dos escravos.
Em 32 artigos a Representação deixava claras as suas propostas sobre a escravidão:
"O mal está feito, senhores, mas não o aumentemos cada vez mais; ainda é tempo de emendar a mão. Acabado o infame comércio de escravatura, já que somos forçados pela razão política a tolerar a existência dos atuais escravos, cumpre em primeiro lugar favorecer a sua gradual emancipação, e antes que consigamos ver o nosso país livre de todo deste cancro, o que levará tempo, desde já abrandemos o sofrimento dos escravos, favoreçamos, e aumentemos todos os seus gozos domésticos e civis;..."
Defendia ainda, que as relações senhor/escravo fossem mediadas pelo Estado, sendo os senhores vigiados para que tratassem os escravos como homens e não como brutos animais. Seria o poder público que julgaria e puniria os escravos infratores. Vários artigos regulamentavam as condições de trabalho dos escravos, restringiam a exploração de menores e de mulheres, delimitavam a jornada diária, além de determinar que os senhores fornecessem alimentação e vestuário adequados.
Segundo alguns historiadores, o afastamento de José Bonifácio do Ministério deveu-se às suas idéias sobre a escravidão, que fizeram com que perdesse o apoio dos grandes proprietários de escravos e terras, que faziam parte do grupo aristocrata do Partido Brasileiro. Apesar de ter introduzido em sua fazenda em Santos vários imigrantes, visando demonstrar a viabilidade da substituição da mão-de-obra escrava, para a maioria dos grandes proprietários o projeto era impossível e inaceitável.
Queremos lembrar que, a falta de emprego (provocado pela ineficiência pública e interesses privados) em nosso país, leva nosso povo a trabalhar em subempregos, entendemos assim que, isso é o mesmo que escravidão, e que muito temos que evoluir neste tema, mas infelizmente, não temos nenhum José Bonifácio em nossos ministérios.
Bons Ventos!
Família Tiscornia Selaibe
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
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April 19
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13/04/2007
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6. PERÍODO REGENCIAL NO BRASIL
(Esclarecendo as duvidas do que foi o período Regencial)
O período regencial no Brasil estendeu-se desde a abdicação de D. Pedro I em 7 de abril de 1831 até o juramento de D. Pedro II perante a Assembléia do Império, em 23 de julho de 1840. No período da abdicação de D. Pedro I, seu sucessor, D. Pedro II, ainda possuía a idade de cinco anos, estando desta forma não habilitado a assumir o trono. Desta forma, os parlamentares deste período trataram de dar rumo a um novo governo no Brasil. Pode-se dizer que o período regencial é marcado pelas primeiras experiências republicanas no Brasil: os membros do poder Executivo eram eleitos.

Simultaneamente, neste período ocorreram várias rebeliões populares orientadas aos ideais democráticos de descentralização do poder. Estas rebeliões foram a Cabanagem (1834-1840), a Sabinada (1837-1838), a Balaiada (1838-1841) e a Guerra dos Farrapos (1835-1845). Apesar destes avanços de caráter liberal na política da Regência, as forças conservadoras acabaram por triunfar ao final do período regencial, caracterizando assim a constante dos ideários políticos que vigoraram no Segundo Reinado.
O período regencial é dividido em várias regências: Regência Trina Provisória (1831), Regência Trina Permanente (1831-1835) e Regência Una (1835-1840).
Regência Trina Provisória (1831)
Tratou-se da primeira regência, cabendo a esta a organização do novo governo. Medidas importantes tomadas durante esta regência foi à anistia aos "agitadores" submetidos a processos políticos, a reintegração do ministério anteriormente demitido por D. Pedro I e o estabelecimento das leis que regulavam o poder dos regentes. A primeira medida tratou-se de uma manobra cujo objetivo orientava-se na tentativa de contenção das agitações políticas. Já as leis que regulamentavam o poder regencial, estabelecidas antes da consolidação da Regência Permanente, não concediam aos regentes as mesmas atribuições de poder do Imperador: era vetado aos regentes o usufruto do poder Moderador, portanto aqueles não poderiam fechar a Câmara em nenhuma hipótese. Os membros da Regência Trina Provisória foram os Senadores Nicolau Pereira de Campos Vergueiro e José Joaquim Carneiro de Campos (o Marquês de Caravelas), além do Brigadeiro Francisco de Lima e Silva.
Uma característica marcante desta Regência foi o acirramento de divergências entre os políticos de extração liberal: isto
acarretou na separação dos liberais em facções dos "exaltados" e dos "moderados". Por outro lado, os partidários de D. Pedro organizaram-se sob o nome de "restauradores" (também conhecidos como "Caramurus"), constituindo assim as forças conservadoras no jogo político do período.
Regência Trina Permanente (1831-1835)
José da Costa Carvalho
Após o curto período da Regência Provisória, a Regência Trina Permanente foi eleita em 17 de junho de 1831. Um dos membros da Regência anterior permaneceu: o Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, então apelidado "Chico Regência" pela população carioca. Outros membros eleitos foram os deputados João Bráulio Muniz e José da Costa Carvalho (que seria o futuro Marquês de Monte Alegre).
Neste período da Regência tomaram lugar as rebeliões decorrentes sobretudo da grave crise econômica que se instaurava no país. Os protestos e conflitos tomavam as ruas da capital e de outras diversas regiões.
No sentido de contenção das agitações políticas que tomavam conta do país, um novo Gabinete do governo foi organizado: a pasta do Ministério da Justiça foi ocupada pelo Deputado Padre Diogo Antônio Feijó, futuro Regente Uno, ao qual foi conferida uma autonomia de poder que se aproximava de feições ditatoriais. O Padre Feijó foi o responsável pela formação da Guarda Nacional, que consistiu em um grupo de tropas particulares fiéis aos grandes proprietários rurais. Estes proprietários foram elevados à categoria de "coronéis", fato do qual foi originado o termo " Coronelismo ", vinculado historicamente a uma estrutura de poder no Brasil formada por mandões regionais sobretudo nas regiões rurais.
Ainda neste período, as grandes divisões políticas resultaram em grupos de orientações políticas diversas: os Restauradores, ou "Caramurus", simpatizantes do Imperador e representantes das forças políticas mais conservadoras; os Liberais Moderados, também conhecidos por "Chimangos", formados por grandes proprietários escravistas e comerciantes; os Liberais Exaltados, formados sobretudo por elementos das camadas urbanas médias (embora também contassem com alguns latifundiários). Todas estas facções possuíam seus canais de imprensa, veiculando periódicos que, tendo como tônica os ataques explícitos a políticos e respectivos familiares, acirravam cada vez mais as divergências políticas neste cenário.
Através da promulgação do Ato Adicional, que tratou-se de uma reforma na Carta Outorgada de 1824, foram instituídas a futura Regência Una, as Assembléias Legislativas Provinciais (em substituição aos antigos Conselhos Gerais das Províncias) e a extinção do Conselho de Estado.
Para a Regência Una, a partir do Ato Adicional ficou estabelecido o mandato de quatro anos para o Regente, que seria eleito por voto popular. Tal medida, de certa forma, tratou-se da primeira experiência republicana no Brasil.
As Assembléias Legislativas Provinciais ficariam encarregadas pela legislação regional das províncias, regulando toda a organização da vida civil local e portanto conferindo grande autonomia às diversas regiões. Tal aspecto contrapõe-se com os antigos Conselhos Gerais, que possuíam poderes bastante reduzidos. A instituição destas Assembléias Provinciais também tratou-se de um importante passo em direção aos ideais republicanos.
O antigo Conselho de Estado teve sua abolição por simplesmente tratar-se então de um órgão oficial ocioso, já que cuidava anteriormente da assessoria ao governo imperial.
Regência Una (1836-1840)
A primeira eleição brasileira para o poder Executivo levou o Padre Feijó à Regência, em 1835.
Tomando posse do poder Executivo em 1836, o Regente Feijó deparou-se com uma grande crise nacional: eclodia, neste período, uma série de revoltas populares que poderiam abalar a ordem política vigente no Brasil. Tais revoltas ocorreram em diversas regiões brasileiras: a Cabanagem no Pará, a Sabinada na Bahia, a Balaiada no Maranhão e a Guerra dos Farrapos no Rio Grande do Sul. O governo de Feijó não foi capaz de deter tais rebeliões, tendo sido sufocadas só na regência posterior, fazendo com que a facção dos Liberais Exaltados praticamente abandonasse o cenário político. Em processo de desgaste de sua sustentação política, Feijó renuncia.
O quadro político no Brasil alterava-se novamente com o desaparecimento dos Exaltados do quadro político e a divisão dos Moderados em duas facções. Desta forma, surgem o Partido Conservador e o Partido Liberal. A partir da renúncia de Feijó à Regência, passam a predominar no poder os Conservadores. Para o cargo da Regência foi eleito Pedro de Araújo Lima, anterior regente substituto de Feijó.
Maioridade Dom Pedro II
As tendências liberais das regências anteriores foram substituídas paulatinamente pelo conjunto ideológico conservador através da chamada Lei Interpretativa de 1840. Uma das medidas mais importantes do Ato Adicional, a criação das Assembléias Legislativas Provinciais, foi amplamente modificada neste período. Desta forma, a autonomia das províncias foi anulada, havendo então grande retomada na centralização de poder. Assim termina o período regencial: Pedro de Araújo Lima deixa a Regência antes do término de seu mandato previsto, renunciando em decorrência da decretação da Maioridade de D. Pedro II.
Coroação de Dom Pedro II
As tentativas republicanas do início do período regencial declinaram finalmente em favor do projeto que determinaria, no mesmo ano de 1840, a maioridade de D. Pedro II, com a idade de apenas quatorze anos. Iniciou-se então o Segundo Reinado no Brasil que duraria 49 anos de tranqüilidade e crescimento sob o comando de Dom Pedro II.
Bons Ventos!
Família Tiscornia Selaibe
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Integração de Tecnologia à Educação
| April 14
|
06/04/2007
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5. O que não esta nos livros escolares
Nos livros escolares

No dia 15 de novembro de 1889, foi instaurado um novo sistema de governo com a proclamação da República pelo Marechal Deodoro da Fonseca. O movimento pela mudança que deu fim à Monarquia no país foi desencadeado a partir de campanhas como a republicana, que defendia o regime presidencialista, representativo e descentralizador.
Naquela data, o Marechal entrou no quartel-general do Exército, atualmente Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro. Em cima de um cavalo, encerrou a reunião do gabinete da Monarquia, numa ação que deveria ocorrer no dia 20. Um vazamento de informações levou à antecipação do ato pelo Marechal.
Com o fim do governo monarquista, foi instalado um governo provisório, presidido pelo próprio Deodoro da Fonseca. A meta era consolidar o novo regime, aprovar uma Constituição republicana e executar as reformas administrativas necessárias.
À época, o governo expulsou a família imperial, aboliu a vitaliciedade do Senado e do Conselho de Estado, e dissolveu a Câmara dos Deputados e todas as assembléias provinciais e câmaras municipais. Foram então convocadas eleições para a Assembléia Constituinte, eleita em 1890 com a missão de preparar a primeira Constituição republicana.
Com a instituição do Ministério republicano, Rui Barbosa assumiu a vice-chefia do governo provisório, além da pasta da Fazenda e da Justiça, esta interinamente. Quintino Bocaiúva foi outro destaque no novo Ministério. Ambos foram depois eleitos senadores pelos estados da Bahia e do Rio de Janeiro, respectivamente.
Somente em 24 de fevereiro de 1891 foi promulgada a primeira Constituição republicana, que vigeu até 1930.
Republica Brasileira

Dom Pedro II recebe a carta de exílio, mensagem do governo provisório que informava a deposição e o banimento do monarca
Em 115 anos de Republica, quais foram às vitórias? Vamos aos seguintes pontos, na estabilidade política, até 1988 não tínhamos conseguido isso, tivemos em 110 anos nove golpes de estado, 13 ordenamentos constitucionais, quatro assembléias constituintes, 10 repúblicas, o Congresso, em nome da LIBERDADE foi FECHADO seis vezes, inclusive pelo primeiro Presidente, Marechal Deodoro da Fonseca.
Ocorreram censuras nos meios de comunicação, inclusive o fechamento de jornais e periódicos.
Na economia, tínhamos uma moeda forte que era o mil reis, desde 1942 tivemos 8 moedas, a inflação média no império era 1,58% ao ano, desde o fim do império a inflação chegou a 64,9 quadrilhões de %, tivemos 40 presidentes, se estivesse sido mantida a Monarquia, os sucessores de Dom Pedro II teriam sido apenas 3, gerando grande estabilidade tanto política quanto econômica.
Em uma monarquia o Monarca é o símbolo vivo da Nação onde não há espaço para aventureiros, para o "recebendo que se dá", para negociatas, corrupção, nepotismo e onde a ordem prevalece, um monarca é educado desde criança para reinar, e nunca somos pegos de surpresas por novos governantes.
O nosso Imperador D. Pedro II sempre se destacou pela diplomacia, sendo árbitro em vários países, a nossa marinha era a 2º marinha de guerra do mundo, o Brasil era tido como um país de 1º mundo junto com a Inglaterra, Estados Unidos, França e Alemanha.
Por esses e vários motivos que começamos a entender que mudamos sim, da Monarquia para a Anarquia.
Nos tempos do Império do Brasil
Sob Dom Pedro II, o Brasil tinha uma moeda estável e forte, possuía a Segunda Marinha de Guerra do Mundo, teve os primeiros Correios e Telégrafos da América, foi uma das primeiras Nações a instalar linhas telefônicas e o segundo país do globo a ter selo postal;
O Parlamento do Império ombreava com o da Inglaterra, a diplomacia brasileira era uma das primeiras do mundo, tendo o Imperador sido árbitro em questões da França, Alemanha e Itália e segunda autoridade moral depois do Papa;
Em 67 anos de Império, tivemos uma inflação média anual de apenas 1,58%, contra 10% nos primeiros 45 dias da República, 41% em 1890 e 50% em 1891;
A unidade monetária do Império, o mil réis, correspondia a 0.9 (nove décimos) de grama de ouro, equivalente ao dólar e à libra esterlina;
Embora o Orçamento Geral do Império tivesse crescido dez vezes entre 1841 e 1889, a dotação (salário) da Casa Imperial, se manteve a mesma, isto é, 800 contos de réis anuais. E que D. Pedro II destinou ¼ de seu orçamento pessoal em benefício de projetos culturais e científicos;
800 contos de réis significavam 67 contos de réis mensais, e que os republicanos ao tomarem o poder estabeleceram para o presidente provisório um ordenado de 120 contos de réis por mês;
Uma das alegações dos republicanos para a derrubada da Monarquia era o que eles chamavam de custo excessivo da Família Imperial. A verdade é que esta recebia a metade do ordenado do 1º presidente republicano;
Dom Pedro II se recusou a aceitar a quantia de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas republicanos, quando do exílio, mostrando que o dinheiro não lhes pertencia, mas sim ao povo brasileiro (5 mil contos de réis era o equivalente a 4 toneladas e meia de ouro. Quantia que o Imperador recusou deixando ao País um último benefício: o grande exemplo de seu desprendimento. Infelizmente esse exemplo não frutificou na República, como seria necessário);
No Império, o salário de um trabalhador sem nenhuma qualificação era de 25 mil réis. O que hoje equivale a 5 salários mínimos;
O Brasil era um exemplo de democracia. Votava no Brasil cerca de 13% da população. Na Inglaterra este percentual era de 7%; na Itália 2%; em Portugal não ultrapassava os 9%. O percentual mais alto, 18%, foi alcançado pelos Estados Unidos. Na primeira eleição após o golpe militar que implantou a república em nossa terra, apenas 2,2% da população votou. Esta situação pouco mudou até 1930, quando o percentual não ultrapassava a insignificante casa dos 5,6%.
Sem dúvida, não há regime perfeito, entretanto, alguns funcionam melhor do que outros. Olhando o mapa mundi verificaremos que, de forma geral, os regimes monárquicos funcionam melhor. Até em uma monarquia absolutista, como qualquer um dos Emirados Árabes, a qualidade de vida é bem superior de seus vizinhos árabes republicanos (e os dois lados têm petróleo). Anualmente, diversas entidades européias, americanas e a própria ONU divulgam índices de qualidade de vida, de liberdade econômica, de liberdades democráticas, e desenvolvimento humano, etc., onde dos dez primeiros, invariavelmente sete são monarquias. Se estendermos a lista para os 20 primeiros, 11/13 são monarquias.
Se entendermos o conceito Estado vis-à-vis Governo, entenderemos porque a monarquia da melhor resultado. O Estado, por sua natureza é perene. Inversamente, Governos são temporários. O Governo por ser temporário jamais deveria fica "engessado" em períodos estanques de quatro ou cinco anos, como o é no presidencialismo. Esta temporalidade precisa de flexibilização. Se o Governo for bom, fica seis, oito, 10 ou mais anos (os Conservadores do Reino Unido foram governo por 14 anos; os Sociais Democratas 18 anos na Alemanha e os Trabalhistas 13 anos na Espanha). Se for ruim, precisa ser substituído. Razão pela qual o parlamentarismo, com a exceção dos EUA, é o regime adotado pelos países líderes mundiais.
O Estado, por sua vez, por ser perene jamais poderá se sujeitar aos humores e bel prazeres de um chefe de Estado político e temporário sem qualquer qualificação para o cargo para períodos estanques de quatro ou cinco anos. Enquanto a maior preocupação de qualquer Governo é a próxima eleição, o Estado está sempre voltado às próximas gerações, razão pela qual é essencial que a chefia de Estado seja exercida em caráter vitalício, e, hereditário por uma figura apartidária e apolítica, ou seja, o quarto poder - Poder Moderador. Políticos necessitam de um freio aos seus desejos ignóbeis.
O regime republicano é incompatível com a plena democracia. Montesquieu (1689-1755), no papel, é lindo. Na prática, não funciona. Sem o Poder Moderador, imaginado pelo suíço Henri-Benjamin Constant de Rebecque (1767-1830), e brilhantemente incorporado na Constituição Imperial por D. Pedro I como o quarto Poder, de uma Chefia de Estado apolítico, apartidária, independente, hereditário e vitalício, capaz de manter o equilíbrio e harmonia entre os três poderes tradicionais - Judiciário, Executivo e Legislativo, a república jamais oferecerá total estabilidade institucional - estaremos sempre procurando o menos pior para nos governar, com as conseqüências já conhecidas.
Uma pena não termos sidos educados de forma honesta e verdadeira, pois estes dados não constam em nossos livros escolares, e achamos que nunca vão permitir que constem, assim nunca teremos referencias, é bom que continuemos a aceitar as coisas como são. Homens despreparados e gananciosos que só se predispõe à continuidade e que se preocupam apenas com as próximas eleições.
Bons Ventos!
Família Tiscornia Selaibe

Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
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April 06
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30/03/2007
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
Em nosso cronograma de viagem estava estabelecido que, no mês de março de 2007, iniciaríamos a produção de nosso primeiro documentário direcionado para as escolas públicas do ensino fundamental e médio.
Iniciamos então em dezembro, a busca de um tema ou personagem de nossa historia (Brasil), para podermos rascunhar um roteiro, e assim, iniciarmos a gravação de nosso tão sonhado primeiro documentário.
Nossa idéia inicial era encontrar em nossas pesquisas, fatos da navegação de relevância dos séculos XIV e XVIII, que demonstrasse o desenvolvimento de nosso país.
Quando pesquisávamos o século XIV, um personagem começou a aparecer com muita insistência, onde, ou qual tema iríamos pesquisar, lá estavam suas mãos, Educação, Ecologia, Astronomia, Fotografia, Egiptologia, cultura.
Um personagem tão importante em nossa historia, um visionário e, acima de tudo, um genuíno apaixonado pelo Brasil, tão esquecido pela historia, principalmente nos livros escolares.
Então resolvemos não só produzir o documentário, como dividir com vocês todas as nossas pesquisas nas próximas semanas.
Saibam que, se entenderem bem a historia deste tão ilustre personagem, entenderão muito melhor nossa historia presente, pois tudo que está acontecendo hoje em nosso país, é puro reflexo dos acontecimentos do fim do século XIV, e saberemos por que tentam esconder o grande líder que esta nação já teve.
4. Dom Pedro II
(Período regencial: 1841 a 1889)
PARTE III
A Educação de Dom Pedro II
Pedro II foi uma figura ímpar, o rei-filósofo era um monarca fora dos padrões daquela época. Amado e elogiado, criticado e censurado, o imperador do Brasil era um homem extremamente culto, uma personalidade singular que merece um lugar de destaque na galeria dos grandes vultos do século XIX. Gostaria de ilustrar esta afirmação com algumas frases proferidas por ilustres contemporâneos de Dom Pedro.
Na opinião do escritor Victor Hugo, Dom Pedro era "o neto de Marco Aurélio", ou seja, a perfeição dos imperadores; e para o primeiro-ministro da Inglaterra vitoriana, sir William Gladstone: "Dom Pedro II é um modelo para todos os soberanos do mundo, pelo seu zelo no cumprimento dos seus altos deveres..., é o que definiríamos como um bom soberano, um exemplo e uma bênção para sua nação". O compositor Carlos Gomes, autor da ópera O Guarani (1870), certa vez admitiu publicamente: "se não fosse o imperador, eu não seria Carlos Gomes".
A lista de personalidades que o reverenciaram é realmente extensa, e acho difícil (até injusto), escolher um único personagem, e por meio dele tentar sintetizar a eloqüente figura de Dom Pedro II. Basta apenas citar os nomes do biólogo Charles Darwin, do escritor americano Henry Longfellow, do cientista Louis Pasteur, do músico e compositor Richard Wagner e do poeta italiano Alexandre Manzoni, entre os que o elogiaram.
Para entender melhor quem foi este homem, achamos por bem irmos à base de tudo na vida de uma pessoa, que entendemos, será a estrutura familiar e a sua educação. Hoje iremos abordar a educação de Dom Pedro II, onde encontramos em nossas pesquisas as instruções que foram determinadas a seus professores.
Veja as determinações do Marques de Itanhaém para a educação de Dom Pedro II:
"Instruções para serem observadas pelos Mestres do Imperador em sua Educação Literária e Moral"
Artigo 1
Conhece-te a ti mesmo. Esta máxima... Servirá de base ao sistema de educação do Imperador, e uma base da qual os Mestres deverão tirar precisamente todos os corolários que formem um corpo completo de doutrinas, cujo estudo possa dar ao Imperador idéias exatas de todas as coisas, a fim de que Ele, discernindo sempre do falso o verdadeiro, venha em último resultado a compreender bem o que é a dignidade da espécie humana, ante a qual o Monarca é sempre homem, sem diferença natural de qualquer outro indivíduo humano, posto que sua categoria civil o eleve acima de todas as condições sociais.
Artigo 2
Em seguimento, os Mestres, apresentando ao Seu Augusto Discípulo este planeta que se chama terra, onde nasce, vive e morre o homem, lhe irão indicando ao mesmo tempo as relações que existem entre a humanidade e a natureza em geral, para que o Imperador, conhecendo perfeitamente a força da natureza social, venha a sentir, sem o querer mesmo, aquela necessidade absoluta de ser um Monarca bom, sábio e justo, fazendo-se garbo de ser o amigo fiel dos Representantes da Nação e o companheiro de todas as influências e homens de bem do País.
Artigo 3
Farão igualmente os Mestres ver ao Imperador que a tirania, a violência da espada e o derramamento de sangue nunca fizeram bem a pessoa alguma...
Artigo 4
Aqui deverão os Mestres se desvelar para mostrarem ao Imperador palpavelmente o acordo e harmonia da Religião com a Política, e de ambas com todas as ciências; porquanto, se a física estabelece a famosa lei da resistência na impenetrabilidade dos corpos, é verdade também que a moral funda ao mesmo tempo a tolerância e o mútuo perdão das injúrias, defeitos e erros; essa tolerância ou mútuo perdão, sobre revelar a perfeição do Cristianismo, revela também os quilates das almas boas nas relações de civilidade entre todos os povos, seja qual for sua religião e a forma do seu governo...
Artigo 5
Lembrem-se, pois os Mestres que o Imperador é homem; e partindo sempre dessa idéia fixa, tratem de lhe dar conhecimentos exatos e reais das coisas, sem gastarem o tempo com palavras e palavrões que ostentam uma erudição estéril e prejudicial, pois de outra forma virá o seu discípulo a cair no vicio que o Nosso Divino Redentor tanto combateu no Evangelho, quando clamava contra os doutores que invertiam e desfiguravam a lei, enganando as viúvas e aos homens ignorantes com discursos compridos e longas orações, e se impondo de sábios, embora sendo apenas uns pedantes faladores.
Artigo 6
Em conseqüência os Mestres não façam o Imperador decorar um montão de palavras ou um dicionário de vocábulos sem significação, porque a educação literária não consiste decerto nas regras da gramática nem na arte de saber por meio das letras; em conseqüência os Mestres devem limitar-se a fazer com que o Imperador conheça perfeitamente cada objeto de qualquer idéia enunciada na pronunciação de cada vocábulo...
Artigo 7
Julgo, portanto inútil dizer que as preliminares de qualquer ciência devem conter-se em muito poucas regras, assim como as evidencias e doutrinas gerais. Os Mestres não gastem o tempo com teses nem mortifiquem a memória do seu discípulo com sentenças abstratas; mas descendo logo às hipóteses, classifiquem as coisas e idéias, de maneira que o Imperador, sem abraçar nunca a nuvem por sonho, compreenda bem que o pão é pão e o queijo é queijo.
Assim, por exemplo, tratando das virtudes e vícios, o Mestre de Ciências Morais deverá classificar todas as ações filhas da soberba distinguindo-as sempre de todas as ações opostas que são filhas da humildade. E não basta ensinar ao Imperador que o homem não deve ser soberbo, mas é preciso indicar-lhe cada ação, onda exista a soberba, pois se assim não o fizer, bem pode acontecer que o Monarca venha para o futuro a praticar muitos atos de arrogância e altivez, supondo mesmo que tenha feito ações meritórias e dignas de louvor, e isto por não ter, em tempo, sabido conhecer a diferença entre a soberba e a humildade.
Artigo 8
Da mesma sorte, tratando-se das potências e das forças delas, o Mestre de ciências físicas fará uma resenha de todos os corpos computando os grãos de força que tem cada um deles, para que venha o Imperador a compreender que o poder monárquico se limita ao estudo e observância das leis da Natureza... e que o Monarca é sempre homem e um homem tão sujeito, que nada pode contra as leis da Natureza feitas por Deus em todos os corpos, e em todos os espíritos.
Artigo 9
Em seguimento ensinarão os Mestres ao Imperador que todos os deveres do Monarca se reduzem a sempre animar a Indústria, a Agricultura, o Comércio, as Artes e a Educação; e que tudo isto só se pode conseguir estudando o mesmo Imperador, de dia e de noite, as ciências todas, das quais o primeiro e principal objeto é sempre o corpo e a alma do homem; vindo, portanto a achar-se a Política e a Religião no amor dos homens. E o amor dos homens é que é o fim de todas as ciências; pois sem elas, em vez de promoverem a existência feliz da humanidade, ao contrário promovem a morte.
Artigo 10
Entendam-me, porém os Mestres do Imperador. Eu quero que o meu Augusto Pupilo seja um sábio consumado e profundamente versado em todas as ciências e artes e até mesmo nos ofícios mecânicos, para que ele saiba amar o trabalho como principio de todas as virtudes, e saiba igualmente honrar os homens laboriosos e úteis ao Estado. Mas não quererei decerto que Ele se faça um literato supersticioso para não gastar o tempo em discussões teológicas como o Imperador Justiniano; nem que seja um político frenético para não prodigalizar o dinheiro e o sangue dos brasileiros em conquistas e guerras e construção de edifícios de luxo, como fazia Luís XIV na França, todo absorvido nas idéias de grandeza; pois bem pode ser um grande Monarca o Senhor D. Pedro II sendo justo, sábio, honrado e virtuoso e amante da felicidade de seus súditos, sem ter precisão alguma de vexar os povos com tiranias e violentas extorsões de dinheiro e sangue.
Artigo 11
Sobretudo, recomendo muito aos Mestres do Imperador, hajam de observar quanto Ele é talentoso e dócil de gênio e de muita boa índole. Assim não custa nada encaminhar-lhe o entendimento sempre para o bem e verdade, uma vez que os Mestres em suas classes respectivas tenham, com efeito, idéias exatas da verdade e do bem, para que as possam transmitir e inspirar ao seu Augusto Discípulo.
Eu não cessarei de repetir aos Mestres que não olhem para os livros das Escolas, mas tão somente para o livro da Natureza, corpo e alma do homem; porque fora disto só pode haver ciência de papagaio ou de menino de escola, mas não verdade nem conhecimento exato das coisas, dos homens, e de Deus.
Artigo 12
Finalmente, não deixarão os Mestres do Imperador de lhe repetir todos os dias que um Monarca, toda a vez que não cuida seriamente dos deveres do trono, vem sempre a ser vitima dos erros, caprichos e iniqüidades dos seus ministros, cujos erros, caprichos e iniqüidades são sempre a origem das revoluções e guerras civis; e então paga o justo pelos pecadores, e o Monarca é que padece, enquanto que seus ministros sempre ficam rindo-se e cheios de dinheiro e de toda sorte de comodidades. Por isso cumpre absolutamente ao Monarca ler com atenção todos os jornais e periódicos da Corte e das Províncias e, além disto, receber com atenção todas as queixas e representações que qualquer pessoa lhe fizer contra os ministros de Estado, pois só tendo conhecimento da vida pública e privada de cada um dos seus ministros e Agentes é que cuidará da Nação. Eu cuido que não é necessário desenvolver mais amplamente estas Instruções na certeza de que cada um dos Mestres do Imperador lhe adicionará tudo quanto lhe ditarem as circunstâncias à proporção das doutrinas que no momento ensinarem. E confio grandemente na sabedoria e prudência do Muito Respeitável Senhor Padre Mestre Frei Pedro de Santa Mariana, que devendo ele presidir sempre a todos os atos letivos de Imperador como seu Primeiro Preceptor, seja o encarregado de pôr em prática estas Instruções, uniformizando o sistema da educação do Senhor Dom Pedro II, de acordo com todos os outros Mestres do Mesmo Augusto Senhor".
Paço da Boa Vista no Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 1838.
Marquês de Itanhaém
Tutor da Família Imperial
Foi senador do Império do Brasil de 1844 a 1867 e tutor da família imperial brasileira, tendo sido o responsável pela educação de Dom Pedro II desde o início de sua adolescência.
Bem, não é necessária dizer que estas instruções estão atualizadíssimas, e que deveriam ser passadas para cada mestre de nosso País, e que cada criança deveria ser educada para ser um homem de bem, ou melhor, um monarca do bem. Seria pedir muito?
Bons Ventos!
Família Tiscornia Selaibe
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
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March 29
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Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
Em nosso cronograma de viagem estava estabelecido que, no mês de março de 2007, iniciaríamos a produção de nosso primeiro documentário direcionado para as escolas públicas do ensino fundamental e médio.
Iniciamos então em dezembro, a busca de um tema ou personagem de nossa historia (Brasil), para podermos rascunhar um roteiro, e assim, iniciarmos a gravação de nosso tão sonhado primeiro documentário.
Nossa idéia inicial era encontrar em nossas pesquisas, fatos da navegação de relevância dos séculos XIV e XVIII, que demonstrasse o desenvolvimento de nosso país.
Quando pesquisávamos o século XIV, um personagem começou a aparecer com muita insistência, onde, ou qual tema iríamos pesquisar, lá estavam suas mãos, Educação, Ecologia, Astronomia, Fotografia, Egiptologia, cultura.
Um personagem tão importante em nossa historia, um visionário e, acima de tudo, um genuíno apaixonado pelo Brasil, tão esquecido pela historia, principalmente nos livros escolares.
Então resolvemos não só produzir o documentário, como dividir com vocês todas as nossas pesquisas nas próximas semanas.
Saibam que, se entenderem bem a historia deste tão ilustre personagem, entenderão muito melhor nossa historia presente, pois tudo que está acontecendo hoje em nosso país, é puro reflexo dos acontecimentos do fim do século XIV, e saberemos por que tentam esconder o grande líder que esta nação já teve.
3. Dom Pedro II
(Período regencial: 1841 a 1889)
PARTE II
Muito se tem a falar de grande personagem de nossa historia, por hora, uma pequena síntese do apaixonado cidadão por nosso país e pela cultura. D. Pedro II foi sem dúvida um intelectual e muito mais:
Educação:
Em seu diário escreveria D. Pedro II:
“Se não fosse imperador do Brasil quisera ser professor".
Para se ter uma idéia, o colégio D. Pedro II - a única Instituição a realizar os exames que possibilitavam o ingresso nos cursos superiores - era mantido com recursos próprios pelo imperador, e ele mesmo também selecionava os professores, assistia às provas e conferia as médias.
Apesar de seus esforços em promover a cultura - como é bem retratado com o colégio Pedro II, o Imperial Observatório, o Museu Nacional, o Arquivo Público, a Biblioteca Nacional, o Laboratório do Estado, o Jardim Botânico e a Academia Imperial de Belas Artes - de resto, a desatenção com a educação era a realidade encarada pela maior parte do país, no qual parecia não haver interesse por parte das províncias (estados) na formação de um povo esclarecido. “Já vimos isso em algum lugar, rsrs.”
O FOTÓGRAFO
Nas suas viagens pelo exterior, a maioria de estudo e pesquisa, levava consigo uma comitiva de especialistas nos temas locais e também um fotógrafo, responsável por registrar sua passagem pelos diversos locais que visitava. Foi assim que o imperador começou a se interessar pela fotografia.
Adquiriu seu equipamento em março de 1840, alguns meses antes que esses aparelhos fossem comercializados no Brasil, e deu início à coleção, que ficou 110 anos guardada no arquivo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
O EGIPTÓLOGO
O estudo pelo antigo Egito foi objeto de fascínio dos dois imperadores brasileiros. Motivado pelo interesse pessoal e pelos objetos deixados pelo pai, que até adquiriu uma múmia rara da região de Tebas, D.Pedro II, um poliglota e estudioso, foi o primeiro governante brasileiro a viajar ao Egito na época de 1870.
Em seu acervo constavam três múmias femininas sendo uma delas, a sacerdotisa Sha-Amon-em-su (a cantora sagrada de Amon), que é uma das oito do mundo que se encontra com os braços enrolados separados do corpo, e seu sarcófago ainda está lacrado. Graças a um exame de tomografia, foi constatado que a múmia possui todos os amuletos de ouro, incluindo o escaravelho azul.
A imperatriz Teresa Cristina trouxe como dote mais de 700 itens, distribuídos entre vasos de cerâmica, lamparinas e estatuetas de terracota, objetos de bronze, esculturas em pedra, frascos de vidro e outros, a coleção Grego-romana.
Outros elementos da coleção, como os vasos etruscos, foram encontrados durante as escavações arqueológicas promovidas pela própria Imperatriz em suas terras, integrando seu dote de casamento. As peças datam de um período histórico que se estende do Séc. VII a.C. ao Séc. III d.C.
Foi por intermédio dela que, em 1853, seu irmão Fernando II, Rei das Duas Sicílias, mandou para o Brasil peças de vários sítios arqueológicos da Itália, a maioria de Herculano e Pompéia.
O Imperador contribuiu com diversas peças de arte egípcia, fósseis e exemplares botânicos, entre outros itens, obtidos por ele em suas viagens.
Desta forma, o Museu Nacional se modernizou e tornou-se o centro mais importante da América do Sul em História Natural e Ciências Humanas.
PROTETOR DA CULTURA
A presença ativa do Imperador estava em todos os assuntos relacionados com a ciência, a tecnologia e a educação. Fazendo o papel de mecenas, o interesse de Dom Pedro II pelas ciências o levou a buscar a companhia de cientistas, tanto no Brasil como no exterior, e a participar de todos os acontecimentos culturais e científicos mais importantes do país.
Ajudou de várias formas, o trabalho de vários cientistas como Martius, Lund, Agassiz, Derby, Glaziou, Seybold.... Financiou ainda vários profissionais como agrônomos, arquitetos, professores, engenheiros, farmacêuticos, médicos, pintores, etc. Um exemplo famoso é o de Guilherme Schuch, futuro Barão de Capanema. D. Pedro II enviou-o em 1841 para a Áustria, a fim de estudar engenharia, pagando a viagem, roupas, e destinando uma mesada regular até terminar seus estudos no Instituto Politécnico.
Apreciador da literatura e das artes, incentivou a criação das Escolas Normais, dos Liceus de Artes e Ofícios, dos Conservatórios Dramático Brasileiro e Imperial de Música. Criou e coordenou o Instituto Histórico Brasileiro e apoiou os estudos de Artes Plásticas com doações de bolsas e prêmios, financiados pelo próprio soberano, de viagem à Europa para os alunos da Academia Imperial de Belas Artes.
O DESBRAVADOR
Em 30 de abril de 1854, inaugurou a Estrada de Ferro Petrópolis, fundada por Irineu Evangelista de Souza, Visconde e depois Barão de Mauá, patrono do Ministério dos Transportes. A primeira locomotiva a vapor do Brasil foi batizada de "Baronesa”, em homenagem à esposa do Barão de Mauá, Dona Maria Joaquina.
D. Pedro decretou a construção das primeiras linhas telegráficas do país e introduziu a produção cafeeira, o que promoveu o crescimento da economia brasileira.
O imperador esteve na exposição de Filadélfia, Estados Unidos, em 1876, ocasião em que Alexander Graham Bell demonstrou a sua nova invenção: o telefone. Na ocasião, ele exclamou: Esta coisa fala! O Imperador fez uma encomenda de 100 aparelhos para o Brasil.
De espírito liberal, não só ajudou a cultura, criando e reformando várias escolas e faculdades, mas incentivou a industrialização do país, participando pessoalmente da seleção de pedidos de privilégio industrial, e ainda aboliu a escravidão, através de sua filha a princesa Isabel.
Encantado com a vista panorâmica do alto do morro, de onde se pode avistar inclusive a belíssima Lagoa Rodrigo de Freitas, D. Pedro II sugeriu um caminho para facilitar o acesso ao local. E, contrariando a maior parte da população, que achava mais confiável ir no lombo de um cavalo, o imperador redigiu um decreto autorizando a construção da ferrovia, em janeiro de 1882. Apesar do trecho curto, 3.829 metros (na época era a menor via férrea da América Latina), o projeto demorou dois anos para ficar pronto. A construção foi feita em duas etapas: primeiro ficaram prontas as estações Cosme Velho e Silvestre, inauguradas em 1884; em seguida, Paineiras e Alto do Corcovado, entregues em 1885 e inauguradas pelo próprio imperador, que fez a primeira viagem acompanhado pela princesa Isabel e sua comitiva.
O LIBERAL
Embora não seja reconhecido, Dom Pedro II contribuiu bastante para a liberdade de imprensa. No reinado de Dom Pedro II não havia presos políticos, nem censura à imprensa.
A liberdade era tanta, que circulava até um jornal pregando a derrubada da monarquia...
Mesmo assim, Pedro II fez questão de manter a liberdade de imprensa, apesar de freqüentemente choverem caricaturas ridicularizando-o com um certo "desinteresse" quanto a assuntos administrativos.
Em entrevista com o jornalista imigrante alemão Carl Von Koseritz (Jornalista e político alemão, naturalizado brasileiro, lutou pela abolição da escravidão e por uma política adequada de colonização), o Imperador fez a seguinte declaração:
"Senhor Koseritz, aproveito a ocasião para dizer-lhe que o estimo, pois sei que o senhor é um homem esforçado que trabalha pelo bem desse país, mas gostaria que o senhor não fosse mais injusto comigo. Não penso em levar a mal as críticas sobre os meus atos. As censuras são úteis e necessárias, mas com justiça, porque eu posso errar como qualquer homem. Somente as injustiças pessoais devem ser evitadas"
A imprensa sofreu as conseqüências do chamado “Decreto Rolha”, considerado por alguns historiadores como a primeira lei de segurança nacional do país no início da República. O decreto 295 de 29 de março de 1890, decorrente do primeiro, aplicava-se a “todos aqueles que derem origem a falsas notícias e boatos dentro ou fora do país ou concorram pela imprensa, por telegrama ou por qualquer modo, para pô-los em circulação.”
O ECOLOGISTA
Em 1862, ordenou o replantio de toda a vegetação nativa onde hoje é a Floresta da Tijuca no Rio de Janeiro, a maior floresta urbana do mundo.
Totalmente devastada em função do plantio de café, comprometeu as nascentes dos rios e alterou o equilíbrio climático da época.
Fato pouco conhecido, financiou a primeira expedição brasileira à Antártida, em 1882, em que a corveta Parayba atingiu os arredores do estreito de Drake, com propósitos de coletar informações científicas, o que causou grande protesto da imprensa e de diversos políticos.
O ASTRÔNOMO
O imperador mantinha contato estreito com muitos nomes ilustres da época, como Camille Flamarion e Victor Hugo, com os quais dividia a paixão pela Astronomia. Fundou bibliotecas, museus, observatórios astronômicos e meteorológicos em várias partes do país, algumas vezes, mantendo-os com recursos pessoais.
O Imperial Observatório do Brasil havia sido criado por decreto de D. Pedro I em 1827, no Rio de Janeiro, mas só começara a funcionar quase vinte anos depois. D. Pedro II deu forma e alma a instituição, cedendo os próprios instrumentos que utilizava em seu observatório particular na Quinta da Boa Vista, para que o Imperial Observatório pudesse iniciar suas atividades.

Sua Majestade ansiava por desenvolver um observatório astronômico moldado nos mais modernos, como o famoso observatório de Nice, onde foi descoberto o asteróide 293, chamado Brasília, em homenagem ao Imperador, quando do seu exílio em Paris.
O Imperial Observatório trouxe-lhe muitas realizações. Em Janeiro de 1887 o próprio Imperador, bom em matemática, fez estimativas do comprimento da cauda de um cometa, como ficou registrado na revista francesa "L’astronomie", publicada até hoje.
D. Pedro II estava sempre em contato com os astrônomos do Imperial Observatório e discorria com rara competência sobre diversas questões científicas. Ele tinha um apartamento privativo neste observatório, onde passava várias noites fazendo observações junto com esses astrônomos. Em fins de 1889, um grande telescópio por ele encomendado e pago, como sempre do seu próprio bolso, sequer chegou a ser desembarcado no porto do Rio de Janeiro, por ordem dos republicanos, após o grande golpe de 15 de novembro de 1889. Foi um mergulho ao mundo das trevas. O que seria o maior telescópio da América do Sul e mapearia os céus do Hemisfério, foi enviado de volta para a Europa.
Contudo, a dedicação do imperador foi recompensada: o dia de seu nascimento, 2 de dezembro, se tornou Dia Nacional da Astronomia.
CONCLUSÃO
Critica-se o imperador pelo fato de seu apoio ter-se dado no plano do mecenato, tendo auxiliado essas instituições com seus recursos privados, sem procurar vinculá-las ao aparelho do Estado, o que fez com que perdessem a continuidade com a sua deposição, e somente muito mais tarde se recuperassem. Não se deve esquecer, entretanto, que tais iniciativas não tinham um segmento social que o apoiasse, diferentemente do caso dos Estados Unidos e da Europa da época, pois não tinha e não recebia apoio político para a melhoria da cultura de nosso povo.
Nas próximas matérias, iremos nos apronfundar em cada tópico com informações relevantes e, por fim, os motivos reais de sua deposição.
Bons Ventos!
Família Tiscornia Selaibe
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
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March 23
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16/03/2007
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
Em nosso cronograma de viagem estava estabelecido que no mês de março de 2007, iniciaríamos a produção de nosso primeiro documentário direcionado para as escolas publicas do ensino fundamental e médio.
Iniciamos então em dezembro a busca de um tema ou personagem de nossa historia (Brasil), para podermos rascunhar um roteiro, e assim iniciarmos a gravação de nosso tão sonhado primeiro documentário.
Nossa idéia inicial era encontramos em nossas pesquisas, fatos da navegação de relevância dos séculos XIV e XVIII, que demonstrasse o desenvolvimento de nosso país.
Quando pesquisávamos o século XIV, um personagem começou a aparecer com muita insistência, onde, ou qual tema iríamos pesquisar, lá estavam suas mãos, Educação, Ecologia, Astronomia, Fotografia, Egiptologia, cultura.
Um personagem tão importante em nossa historia, um visionário e, acima de tudo, um genuíno apaixonado pelo Brasil, tão esquecido pela historia, principalmente nos livros escolares.
Então resolvemos não só produzir o documentário, como dividir com vocês todas as nossas pesquisas nas próximas semanas.
Saibam que, se entenderem bem a historia deste tão ilustre personagem, entenderão muito melhor nossa historia presente, pois tudo que está acontecendo hoje em nosso país, é puro reflexo dos acontecimentos do fim do século XIV, e saberemos por que tentam esconder o grande líder que esta nação já teve.
2. Dom Pedro II
(Período regencial: 1841 a 1889)
D. Pedro II de Alcântara nasceu a 02 de dezembro de 1825. Era o sétimo filho de Dom Pedro I (Dom Pedro IV de Portugal) e da imperatriz Dona Maria Leopoldina. Herdou o direito ao trono brasileiro (aos 05 anos), devido a morte de dois irmãos mais velhos, Dom Miguel e Dom Carlos.
Assumiu o trono em 1840 (aos 15 anos) antes de completar a maioridade exigida pela Constituição, em virtude do seu pai ter abdicado do trono. Dom Pedro II foi coroado em 18 de julho de 1841.
A um de seus orientadores, o de português e literatura, Cândido José de Araújo Viana, futuro marquês de Sapucaí, atribui-se influência não pequena nas atitudes resolutas do jovem de apenas 15 anos. Quando da revolução da Maioridade, por exemplo, ao receber a delegação parlamentar que lhe fora indagar se desejava esperar mais três anos ou assumir desde logo o poder, respondeu: "Quero já!". Diz-se que, esforçando-se para evitar que se tornasse tão devoto aos amores como havia sido o pai, os professores então concentraram-se em incultir-lhe elevados conceitos de moral e consciência.
Em 1843 casou-se com Dª. Teresa Cristina. Tiveram quatro filhos, mas só sobreviveram Dona Isabel (Princesa Isabel, nascida em 1846) e Dona Leopoldina Teresa (nascida em 1847).
Com diversos mestres ilustres de seu tempo, o jovem imperador instruiu-se em português, literatura, francês, inglês, alemão, geografia, ciências naturais, música, dança, pintura, esgrima e equitação.
Lia Homero e Horácio no original. Discursava em grego e latim, e ainda entendia a língua dos nossos índios (tupi-guarani) e o provençal. Também estudou hebraico e árabe. Seus conhecimentos eram algo de incomum, pois gostava de matemática, biologia, química, fisiologia, medicina, economia, política, história, egiptologia, arqueologia, arte, helenismo, cosmografia e astronomia.
O reinado foi marcado por transformações de ordem social e econômica, decisivas para a história do país, tais como a guerra do Paraguai e a Abolição da escravidão. No governo de Pedro II prevaleceu a tentativa freqüente de manter o poder e a ordem frente à crise social, agravada a partir de meados do século XIX, quando passou a enfrentar o descontentamento de grupos sociais oposicionistas que pregavam a derrocada da monarquia.
Desejava tornar o Brasil uma nação representativa internacionalmente no cenário político e cultural. Foi um dos colaboradores na fundação do Instituto Pasteur em Paris, em que Pasteur trabalhou para solucionar os problemas de surto, como a raiva. Foi um dos colaboradores na construção do teatro de Wagner em Bayreuth. Parte do seu ordenado era destinado ao patrocínio dos estudos de muitos brasileiros, como Carlos Gomes - o grande compositor brasileiro, autor da célebre ópera “O Guarani" - em Milão.
A partir de 1887, quando sua diabetes se agravou, acarretando outros problemas de saúde, D. Pedro II afastou-se aos poucos do poder. Nessa época, já percorrera quase todo o Brasil e fora algumas vezes à Europa. Visitara também a América do Norte, a Rússia, a Grécia e o Oriente Médio. Em junho partiu para a França, Alemanha e Itália. Em Milão, foi acometido de uma pleurisia e levado para Aix-les-Bains, onde permaneceu em tratamento até meados de 1888, antes de poder voltar ao Brasil. Na sua ausência, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea.
Em determinado momento, seu governo entrou em conflito com os elementos mais conservadores da sociedade. Naquela época, as forças sociais mais importantes e que davam sustentação ao Império eram a aristocracia rural, formada pelos senhores de escravos, o exército e a Igreja.
As dificuldades da economia, agravadas com os gastos decorrentes da Guerra do Paraguai e, principalmente, a abolição da escravatura, colocaram a aristocracia rural contra o imperador.
As forças liberais que o apoiavam passaram a achar que ele já estava velho e ultrapassado, e que não era mais capaz de promover rapidamente as reformas que o país almejava. D. Pedro II foi deposto de forma pacífica e sem nenhuma espécie de participação popular no dia 15 de Novembro de 1889, através de um golpe militar, do qual fez parte o Marechal Deodoro da Fonseca, que seria mais tarde o primeiro presidente republicano brasileiro.
Pedro II aceitou com certa naturalidade o golpe, fazendo ardentes votos por grandeza e prosperidade ao novo regime. O ex-imperador e sua família foram exilados e mudaram-se inicialmente para Portugal, e a seguir para a França.
Mesmo no exílio, Pedro II continuou a contribuir para a cultura nacional através da doação de sua coleção particular de documentos e peças de arte.
Pedro II faleceu em Paris no dia 5 de dezembro de 1891.
Em 1920 foi revogada a lei do banimento que impedia até mesmo o retorno de seus restos mortais para o Brasil.
Este é um pequeno panorama geral da Historia deste personagem, e que a partir de agora iremos detalhar todos os seus feitos.
Bons Ventos!
Família Tiscornia Selaibe
| March 15
|
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
1. Imaginação sem Precedentes
“Ás vezes me pergunto como pode ter acontecido de eu ter sido o único a desenvolver a Teoria da Relatividade. A razão, creio eu, é que um adulto normal nunca pára para pensar sobre problemas de espaço e tempo. Isso são coisas que ele pensou quando criança. Mas o meu desenvolvimento intelectual foi retardado, motivo pelo qual comecei a questionar sobre espaço e tempo somente quando já era adulto. Naturalmente, pude ir mais fundo no problema do que uma criança com suas habilidades normais”.
(Albert Einstein)
O espírito científico tomou conta do mundo durante o século XIX. Particularmente na Europa, em países como a França, a Inglaterra e a Alemanha, a confiança no progresso advindo da ciência, tornou-se parte essencial da concepção de mundo daquele período. A invenção do trem, dos navios transatlânticos, do telégrafo (e logo depois, do telefone), o surgimento da eletricidade e dos motores a combustão, do cinema e de tantas outras novidades inflou o ego da humanidade, fazendo-lhe crer em possibilidades infinitas a partir de sua capacidade de criação e realização.
Nesse contexto, marcado pelas bem-sucedidas realizações de diversos cientistas e pesquisadores, a literatura não podia ficar de fora. Trabalhos como os de Júlio Verne (20.000 Léguas Submarinas, A Volta ao Mundo em 80 dias, Viagem ao Centro da Terra,...), H. G. Wells (O Homem Invisível, A Máquina do Tempo, A Guerra dos Mundos) e Mary Shelley (Frankenstein) acabam incorporando a dinâmica própria da realidade em que se encontram inseridos seus autores (ciência, realização, criatividade, inexistência de limites para a capacidade dos homens).
Entre todos eles, particular destaque para o enorme sucesso (merecido) e repercussão das obras do francês Júlio Verne (1828-1905). Verne foi encaminhado para o estudo do direito em Paris (seguindo a vontade de seu pai), não se mostrou interessado em levar adiante a carreira de advogado e, para se sustentar, começou a escrever suas histórias. Impulsionado pelas grandes vendagens de seus livros, tornou-se um dos primeiros escritores a conseguir viver a partir de direitos autorais.
Procurava em seus escritos consagrar a humanidade em virtude de seus êxitos, ao mesmo tempo em que demonstrava certo temor quanto às possibilidades e limites da tecnologia. Suas histórias misturam ação, uma certa dose de suspense, máquinas fantásticas e ambientes exóticos e diferenciados em relação ao que um europeu encontraria em seu país de origem.
A História:
“20.000 Léguas Submarinas”
Navios que vão e não voltam. Marinheiros que jamais puderam retornar para suas famílias. Um mistério para todos que vivem em contato com o mar, que o temem e respeitam, mas que sabem que experientes homens do mar dificilmente perdem o caminho de casa. Nesse contexto alarmante não há navios que possam levar o professor Pierre Aronnax a Xangai. Estudioso da vida marinha, a muito custo consegue embarcar numa expedição encomendada pelo governo americano para decifrar o motivo do desaparecimento de tantos navios.
Imaginando que iriam enfrentar algum monstro marinho, a tripulação liderada por Ned Lang, se arma e se prepara para o pior. Estavam a ponto de se defrontar com um colosso para a época, "monstro" jamais visto por qualquer um entre eles. Chamava-se “Náuticos”.
Era o submarino do Capitão Nemo. Um visionário que uniu os esforços da ciência e da técnica para o surgimento de uma máquina que possibilitava ao homem descobrir o mundo oceânico. Um engenho que jamais fora concebido até aquele momento.
Mas, o que havia motivado esse gênio a isolar-se em relação à humanidade? O que mais ele teria descoberto? Que novas informações ele poderia dar ao professor Aronnax e a Ned Lang?
Aos Professores e Pais
1- Trabalhar com o apoio da literatura de ficção (elaborada por autores como Júlio Verne, H. G.Wells ou Mary Shelley) transforma nossas crianças em verdadeiros aliados. A qualidade dos trabalhos, o caráter fantástico das histórias, as narrativas cheias de surpresas em suas tramas e algumas outras características, acabam interessando as crianças e permitindo ótimos resultados.
2- Para que isso aconteça é imprescindível que o professor ou pai tenha lido os textos selecionados e conheça bem as histórias. Não dá para ler o texto todo de uma só vez, cabe ao professor ou pai destacar trechos, selecionar atividades em relação aos mesmos e animar o ambiente para a leitura e para os trabalhos propostos.
3- A maior parte das grandes obras mencionadas nesse texto (O homem invisível, A Volta ao Mundo em 80 dias, Frankenstein, 20.000 Léguas Submarinas,...) já foram filmadas. A utilização dos filmes e pesquisas pela internet paralelamente ao trabalho com os livros é a melhor recomendação a ser feita. É interessante notar como as crianças geralmente ficam surpresas ao perceberem que a versão cinematográfica não consegue manter o nível dos livros, estimulando assim o gosto pela leitura.
4- Procure sempre contextualizar a obra, identificando o autor, falando sobre o período em que o livro foi escrito (o que estava acontecendo, como isso influenciou, quais são os outros expoentes da cultura dessa época...), sobre o país em que vivia tal escritor, entre outras informações. Isso auxilia a compreensão da obra, pois estabelece conexões entre o mundo de então e a obra, dando dicas das motivações que levaram o autor a produção desse ou daquele trabalho.
Os resultados são fantásticos.
Bons Ventos!
Boas Novas:
Brasil se candidata a ser sede de conferência de educação
O Brasil se candidatou para ser sede da Conferência Internacional de Educação de Adultos (VI Confitea). O encontro ocorre, em média, de 12 em 12 anos e discute, desde 1949, a importância de ações voltadas para a educação.
Parabéns!!!
Família Tiscornia Selaibe


Quem somos:
Uma Família de velejadores de classe média (média mesmo!) da cidade de Niterói-RJ, e desde 2002 estamos nos preparando para uma viagem de volta ao mundo em um veleiro.
Objetivos: Idealizamos um projeto utilizando o uso de novas tecnologias, como canal de comunicação entre jovens do ensino fundamental e médio de diferentes escolas publica e privada, que poderão ter acesso a um conteúdo elaborado e familiarização no aprendizado Digital, além de poderem fazer parte de uma aventura de volta ao mundo. Munidos de equipamentos de ultima geração para captação de imagens, editoração e transferência de dados, é nosso objetivo a partir de 2008, disponibilizarmos para professores e alunos material didático (documentários dinâmicos) multidisciplinares, incluindo valores ecológicos, sociais e morais, proporcionando debates, discussões e palestras on line durante todo o período da viagem.
Missão:
Promover a Integração Tecnológica, Social, Educacional, ecológica e moral, utilizando as ferramentas da informação e comunicação como instrumento para a construção e o exercício da cidadania. Torna-se um projeto com efetiva influência, colaborando no destino educacional nas comunidades onde atuar, interagindo e ampliando o conceito de Integração Tecnológica à Educação.
Família Tiscornia Selaibe
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
| November 30
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
Cerca de 30 milhões de brasileiros possuem pelo menos um computador em casa, mas outros 84 milhões jamais usaram um aparelho como este, diz um estudo divulgado hoje pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.
O relatório, elaborado pelo Comitê Gestor da internet no Brasil, também diz que nos 66% dos 30 milhões de casas com pelo menos um computador contam com acesso à rede mundial.
A informação mais importante, segundo os autores do estudo, é a que revela a "enorme exclusão digital" que ainda persiste no país, pois 84 milhões de pessoas, que representam quase metade da população do país, jamais tocaram em um computador.
"As desigualdades sociais continuam sendo um fator determinante para que a maioria da população ainda não tenha acesso a um computador e muito menos à internet", diz o relatório.
Segundo o secretário de política de informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Augusto César Gadelha, o estudo traz dados para reforçar as políticas de inclusão digital desenvolvidas pelo Governo durante os últimos anos.
"Nestes tempos não se pode permitir o isolamento de classes sociais inteiras da internet, um instrumento extremamente poderoso nas relações educacionais, trabalhistas e individuais".
Apesar da grande exclusão que ainda persiste na área digital, o relatório permitiu determinar que, durante os primeiros dez meses de 2006, o número de casas com acesso a internet aumentou 4,5 milhões, chegando a 20 milhões.
Acreditamos que com estes dados, seria de extrema inteligência o governo disponibilizar um computador com acesso a internet a cada professor para integrá-lo neste novo universo de informações e possibilidades.
Bons Ventos!
Digital inclusion
About 30 million Brazilians they possess at least a computer in house, but others 84 million had never used a device as this, today says a study divulged for the Ministry of Science and Technology. The report, elaborated for the Managing Committee of the Internet in Brazil, also says that in 66% of the 30 million houses with at least a computer they count on access to the world-wide net. The information most important, according to authors of the study, is the one that discloses to the “enormous digital exclusion” that still persists in the country, therefore 84 million people, whom they almost represent half of the population of the country, had never touched in a computer. “The social inaqualities continue being a determinative factor so that the majority of the population not yet has access to a computer much less to the Internet”, it says the report. According to secretary of politics of computer science of the Ministry of Science and Technology, Augustus Cesar Gadelha, the study brings given to strengthen the politics of digital inclusion during the last few years developed by the Government. “In these times if it cannot allow the isolation of entire social classrooms of the Internet, an extremely powerful instrument in the educational, working and individual relations”. Although the great exclusion that still persists in the digital area, the report allowed to determine that, during first the ten months of 2006, the number of houses with access the Internet increased 4, 5 million, being arrived the 20 million.
We believe that with these data, the Internet to each professor would be of extreme intelligence the government to disponibilizar a computer with access to integrate it in this new universe of information and possibilities.
Good Winds!
Inclusión de Digital
Cerca de 30 millones de brasilen@os poseen por lo menos una computadora en casa, pero otros 84 millones nunca habían utilizado un dispositivo como éste, dice hoy un estudio divulgado para el ministerio de la ciencia y de la tecnología. El informe, elaborado para el comité de manejo del Internet en el Brasil, también dice que en el 66% de 30 millones de casas con por lo menos una computadora cuentan en el acceso a la red mundial. La información más importante, según los autores del estudio, es la que divulga a la “exclusión digital enorme” que todavía persiste en el país, por lo tanto 84 millones de personas de, que casi representan la mitad de la población del país, nunca habían tocado en una computadora. “Los inaqualities sociales continúan siendo un factor determinativo de modo que la mayoría de la población no todavía tenga acceso a una computadora mucho menos al Internet”, él dicen el informe. Según la secretaria de la política de la informática del ministerio de la ciencia y de la tecnología, Augustus Cesar Gadelha, el estudio trae dado para consolidar la política de la inclusión digital durante los últimos años desarrollada por el gobierno. “En estas épocas si no puede permitir el aislamiento de las salas de clase sociales enteras del Internet, de un instrumento extremadamente de gran alcance en el educativo, del trabajo y de relaciones individuales”. Aunque la gran exclusión que todavía persiste en el área digital, el informe permitió para determinarse que, durante primero los diez meses de 2006, el número de casas con el acceso el Internet aumentó 4.5 millones, siendo llegado los 20 millones.
Creemos que con estos datos, el Internet a cada profesor sería de inteligencia extrema el gobierno a disponibilizar una computadora con el acceso de integrarlo en este universo nuevo de la información y de las posibilidades.
¡Buenos vientos!
Inclusione di Digital
Circa 30 milione brasiliani possiedono almeno un calcolatore in casa, ma altri 84 milioni non avevano utilizzato mai un dispositivo come questo, oggi dice uno studio divulgato per il Ministero della scienza e della tecnologia. Il rapporto, elaborato per il comitato di controllo del Internet nel Brasile, inoltre dice che in 66% delle 30 milione case con almeno un calcolatore contano su accesso alla rete in tutto il mondo. Le informazioni più importanti, secondo gli autori dello studio, sono quella che rileva “all'esclusione digitale enorme„ che ancora persist nel paese, quindi 84 milione di persone, quale quasi rappresentano la metà della popolazione del paese, non avevano toccato mai in un calcolatore. “I inaqualities sociali continuano ad essere un fattore determinante in modo che la maggior parte della popolazione non ancora abbia accesso ad un calcolatore molto più di meno al Internet„, esso dice il rapporto. Secondo la segretaria della politica dell'informatica del Ministero della scienza e della tecnologia, Augustus Cesar Gadelha, lo studio porta dato per rinforzare la politica dell'inclusione digitale negli ultimi anni sviluppata dal governo. “In questi periodi se non può permettere l'isolamento di intere aule sociali del Internet, di uno strumento estremamente potente nell'educativo, di funzionamento e di rapporti diversi„. Anche se l'esclusione grande che ancora persist nella zona digitale, il rapporto ha conceduto determinare che, durante in primo luogo i dieci mesi di 2006, il numero di case con accesso il Internet aumentasse 4.5 milioni, essendo arrivando i 20 milioni.
Crediamo che con questi dati, il Internet ad ogni professore sia stato di intelligenza estrema il governo a disponibilizar un calcolatore con accesso integrarlo in questo nuovo universo delle informazioni e delle possibilità.
Buoni venti!

Família Tiscornia Selaibe
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
Nota:
"INSIGHT"
Projeto @mar
Educação
|
November 26
|
26/11/2006
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
Esmola movimenta R$ Milhões
De nota em nota, as crianças e adolescentes dos faróis da capital paulista movimentam uma indústria lucrativa: cerca de R$ 2,1 milhões ao mês. Em um ano, a estimativa é de que esse mercado gire em torno de R$ 25 milhões, somando roupas, brinquedos, mantimentos e alimentação que também ganham dos motoristas, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social.
Muitos pais são os próprios aliciadores, já que a renda média dos filhos nos semáforos é de R$ 900 ao mês fora as outras doações que levam para casa. "Muitas são vítimas de maus-tratos se não conseguem um bom dinheiro".
O que preocupa a secretaria é que a arrecadação chega a duplicar no final do ano e incentiva a exploração. Na próxima semana, 50 novos agentes de proteção começam a trabalhar nas ruas para intensificar a campanha "Dê mais que esmola, dê futuro". Como sabemos, com a cidade enfeitada e o apelo das festas natalinas, as pessoas ficam mais solidárias e sensíveis.
Esses pequenos trabalhadores aprendem a seduzir para se virar no mercado competitivo dos semáforos das áreas nobres e centro expandido. Eles fazem uma carinha triste (do tipo Foguinho da novela), estendem a mão e falam: - “Tia, dá uma moedinha”“.
Segundo a Prefeitura, sem as doações, as famílias terão de aceitar os programas de transferência de renda e tirar as crianças dos faróis, mantendo-as nas escolas e em programas sócio educativos, sob pena de perder o benefício. Mas a concorrência é injusta. A bolsa do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) é de R$ 40 por mês por criança.
Entendemos que o governo tem que analisar um valor que seja realmente suficiente para manter uma criança na escola, quem sabe uns 30% do valor gasto com um menor infrator da FEBEM (R$ 930,00 mês), e nós contribuir, não dando nada nos sinais a essas crianças.
Existem outras maneiras de contribuir e ajudá-los.
Neste Natal Não dê Esmola,
Dê dignidade!
Bons Ventos!
Família Tiscornia Selaibe
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
"INSIGHT"
Projeto @mar
Educação
Semanal (6ª Feira)
| November 17
|
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
Por um Brasil melhor
O Brasil caiu uma posição no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 2003 para 2004, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Neste período, a posição do Brasil no ranking recuou de 68ª para 69ª.
O ranking considera 177 países avaliados pelo Pnud. O índice reúne os indicadores de educação, esperança de vida ao nascer e PIB per capita dos países.
De acordo com o RDH (Relatório de Desenvolvimento Humano), 13 países da América Latina e do Caribe têm desempenho superior ao IDH brasileiro, entre eles México (53º no ranking, IDH de 0,821), Cuba (50º no ranking, IDH de 0,826), Uruguai (43º no ranking, IDH de 0,851), Chile (38º no ranking, IDH de 0,859) e Argentina (36º no ranking, IDH de 0,863).
Outras 17 nações da região ficam abaixo do Brasil no ranking, como Venezuela (72º, IDH de 0,784), Peru (82º, IDH de 0,767), Paraguai (91º, IDH de 0,757), Jamaica (104º, IDH de 0,724) e Haiti, o pior da América Latina e do Caribe (154º IDH de 0,482). No mundo, o índice mais baixo é o de Níger, na África (177º, IDH de 0,311).
Apesar da queda no ranking, o IDH brasileiro cresceu de 2003 para 2004: passando de 0,788 para 0,792. Esse resultado mantém o país entre as 83 nações de médio desenvolvimento humano (IDH entre 0,500 e 0,799). O país fica fora, entretanto, do grupo de 63 nações de alto desenvolvimento humano. A Noruega está no topo dos países de alto desenvolvimento humano: IDH de 0,965.
O Relatório
Os relatórios sempre se referem ao IDH de dois anos antes. O IDH é a síntese de quatro indicadores: PIB (Produto Interno Bruto) per capita, expectativa de vida, taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade e taxa de matrícula bruta nos três níveis de ensino (relação entre a população em idade escolar e o número de pessoas matriculadas no ensino fundamental, médio e superior).
Do relatório de 2005 para o de 2006, a principal mudança no cálculo do IDH ocorreu nesse último indicador. Em edições anteriores, os dados de 32 países (como Brasil, Argentina, Reino Unido e Suécia) incluíam os números dos programas de educação para adultos. Agora, esses dados foram excluídos, para tornar mais precisas às comparações com outros países, com essa medida o Brasil recuara mais ainda no ranking.
Sem investimentos na Educação agora, já dificilmente este quadro mude para nós brasileiros e quando falamos em investimento, falamos de investir na qualidade de ensino, em um ensino objetivo que além de formar cidadãos, forme profissionais técnicos no ensino fundamental. Pois sem qualificação técnica não existe emprego e sem emprego o que existe e miséria.
Nossa esperança é que nestes quatros próximos anos nosso Presidente perceba que para o Brasil se torne um País do primeiro mundo é preciso antes de tudo se tornar um País produtivo e para ser produtivo é essencialmente necessário ter técnicos e não de semi-analfabetos.
Não é necessário muita inteligência nem inventar nada mirabolante é só copiarmos o Chile ou a Argentina, já seria um bom caminho.
Bons Ventos!
Família Tiscornia Selaibe
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
Nota:
Artigo publicado em nossa Coluna "Insight" no Blog
GI-Colunistas em 10/11/2006.
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"INSIGHT"
Projeto @mar
Educação
Semanal (6ª Feira)
| November 11
|
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação
Autonomia
Os padrões de conduta e a postura que ajudarão profundamente em uma mudança mais imediata por parte dos professores com os alunos podem ser abordados sob dois aspectos.
Um deles é nutrir a mente da criança com os conhecimentos necessários para que ela possa introjetar livremente normas existentes, sem rebeldia ou trauma, ou criar suas próprias normas. Nunca responderemos a elas: “Porque eu digo, é assim e pronto”, ao contrario, devemos dizer: “Pense você mesmo como isto é, o que acontecerá se...” etc., até que a criança ative sua inteligência lógica e crie sua própria visão e normas, que a levarão a ter uma maior compreensão de si mesma e com os outros.
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